sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Os perigos da traição



Com a chegada do 2º turno o cenário político paraibano ganha novos ares, como o assunto é provocativo se faz necessário organizar as idéias de maneira sintetizada, assim, usaremos a mesma metodologia do post anterior.

a)Cuidado com o salto alto

A prole do ex-prefeito da Capital não pode cair no favoritismo de véspera o qual no 1º turno foi fatal as pretensões do PMDB, achar que a peleja com o Diabo está ganha antes de chegar ao céu é tão nocivo, quanto imaginar que a alma está salva sem fazer as orações diárias.

b)O adeus de Lula

No 1º turno José Maranhão deitou e rolou em cima (e em baixo) da popularidade do presidente, as aparições de Lula no guia peemedebista foi constante, digo mais, desafio alguém a me apontar um único guia no qual o presidente não foi mostrado. Porém, este vínculo jaz na penumbra das paixões vermelhas, agora rubras de raiva porque a nacional do PT por pressão do governador pernambucano e agora coordenador da campanha de Dilma no nordeste, Eduardo Campos, articulou um belo NÃO a inserção da imagem de Lula/Dilma no material publicitário do PMDB paraibano.

c)Papé sobrando

Em meio aos milhões de reais derramados no primeiro round da disputa pelo candidato a reeleição, restou ao PSB tão somente suplicar por votos através do guia eleitoral, se vincular no interior a imagem de Cássio, e por fim, entupir a folha de pagamento da Prefeitura de João Pessoa com cargos comissionados e demais favorecimentos ilícitos e indecentes.

Pois bem, agora Ricardo conta com as vultosas “sobras de campanha” dos partidários reeleitos em Pernambuco (Eduardo Campos) e Ceará (Cid Gomes). Enfim, apareceu “póiva” para queimar.

d)Debandada de “lideranças”

Prefeitos, deputados, pajés e sinhás dos rincões paraibanos não garantem vitória a ninguém, aliás, se fosse tão importante esse povo que se diz “líder”, José Maranhão teria se reelegido no último domingo.

e)Toda eleição tem um demente

Toinho do Sopão mal aparece no quadro político estadual e já nos faz rir com suas trapalhadas, hora se dizia neutro, instantes depois maranhista desde pequeno, na manhã seguinte desfila pelas ruas da Capital de L-200 zeradinha (brinquedinho de R$ 100.000,000), minutos depois ainda encantado com o cheirinho do carrão, relincha que voltou a “neutralidade” de outrora.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Preparados para o 2º Turno?



Vamos aos fatos. Reluto sempre em fazer projeções calcadas em pesquisas, vide este post no qual expus nosso parecer a respeito dos “instiputos” de opinião em nosso estado. Após este auto-elogio, vamos aos números.

Brigar com a matemática é algo infantil e/ou irracional, o cenário que foi desenhado na noite de ontem é incontestável, logo visualizamos o segundo turno da seguinte forma:

1º A espetacular liderança do odiado ou amado Cássio Rodrigues da Cunha Lima, sem nenhuma máquina pública a seu favor e com todo o peso da instabilidade jurídica, explodiu em votos não há argumentos contra 1.004.183 sufrágios, pura falácia e/ou desespero encontrar críticas no dado exposto.

2ª A fraqueza vexatória da dupla Vené/Vitalzinho em Campina Grande, onde os filhos de Vital Rêgo apesar da mega-estrutura de campanha obtiveram um resultado muito aquém do esperado de quem usufrui das benesses advindas por meio da PMCG, e com todos os adesivos nos carros da cidade, bandeiras nas casas, ou seja, o povo pegou o R$ dos irmãos Vital e não votou... Nilda com seus 79.412 só não representou um desastre total porque Wellington Roberto e Manoel Júnior puxaram a genitora do Prefeito de Campina para Brasília, afinal, Nildinha ficou em último entre os eleitos, abaixo, até mesmo de candidatos “anônimos” como Aguinaldo Ribeiro e DR. Damião.

Ainda sobre o parágrafo anterior, não poderíamos deixar passar a pífia votação de Vitalzinho em “sua” cidade, aliás, em Campina Grande, como já esperado, perdeu para Cássio, o vexame aparece quando o Senador eleito, foi derrotado nesta mesma cidade por Efraim Moraes, foram 99.493 votos para os fantasmas de Efraim, e 75.578 sufrágios para o opaco Vitalzinho, o que isso significa: Vexame! Pois nem Barack Obama nas eleições dos E.U.A chegou perto dos cifrões derramados na Rainha da Borborema pelo irmão do prefeito cassado.

A liderança de Veneziano em Campina continua posta em xeque, em 2006 (no auge de sua popularidade) não conseguiu transferir votos para Maranhão, e neste pleito, o desastre se repete. Imagine que em Campina, Dilma ficou em 3º lugar, veja o resultado das eleições presidenciais neste município paraibano:

Serra: 91.227
Marina: 61.044
Dilma: 57.841

Pergunto-lhes: Quem tem mais votos em CG? Lula/Veneziano ou Cássio?

3° Maranhão pagou caro (duas vezes), a primeira quando comprou os Institutos de Pesquisa, segundo, por acreditar nos resultados fantasiosos destas enquetes, nas quais, os solicitantes eram os libidinosos, Sistema Correio e os Associados.

4º A campanha foi reiniciada, não há em absoluto ninguém eleito, o cronometro foi zerado, e agora, acabou o empurrão das pesquisas, e mais ainda, Lula está com um problemão na cuca, ter que eleger Dilmão frente à bordoada que tomou ontem de onde menos se esperava, dá-lhe Marina!

5º Zé agora tem a árdua tarefa de caminhar com seu próprio bigode, afinal, ficar se escorando nas barbas do Presidente Lula não garante eleição.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A arte do pitaco



As vésperas do “grande dia”, malas e mais maletas com papel-moeda cruzam a BR-230, enquanto você ler este artigo é impossível imaginar quantos milhões estão dentro de porta-malas, casacos, e até mesmo, cuecas pela Paraíba afora, fato é, que o tabelamento do preço do voto gira (segundo o índice Dow Jones) em torno de R$ 40,00. Eis o valor de um sufrágio para muitos candidatos na Paraíba, sobretudo, deputados estaduais.

Não somos tão ingênuos em acreditar que estes valores são de foro particular, pois R$ de Perfeituras estão se esvaindo até as 17:00 de domingo. Em meio as toneladas de dinheiro público dissolvidos nos rincões paraibanos, me arrisco a fazer o que todo mundo irá realizar até domingo vindouro, prever os eleitos, assim, segue a minha lista das “novidades” que as 18:00 do dia 03/outubro o TRE irá anunciar:

Governador:

José Maranhão: 50%
Ricardo Coutinho: 49%
Demais candidatos: 1%

Senador:

1ºCássio Cunha Lima: 50%

Os demais em porcentagem é impossível prever, mas a colocação aposto que será esta:
2ºVitalzinho
3ºWilson Santiago
4ºEfraim Moraes

Deputados Federais e Estaduais dependem do coeficiente da legenda, então fica muito difícil prever e não acreditar que terá sim surpresas, mas para federal fica menos complexo, vide quem irá para Brasília:

Nilda Gondim
Benjamin Maranhão
Wellington Roberto
Romero Rodrigues
Manoel Júnior
Edvaldo Rosas
Efraim Filho
Wilson Filho
Luiz Couto
Leonardo Gadelha
Quinto
Armando Abílio

É queridos... Acho na base literal do “chutometro” que domingo o PMDB passa a régua...

Queira o bom Deus que eu esteja enganado...

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Perfeito só Jesus



Em dois anos da divina providência deste espaço cibernético, pela primeira vez farei o inabalável esforço de falar sério, motivo do discurso rude é a disputa para Deputado Federal.

Em meio a tantos candidatos despreparados, e no caso da bancada paraibana, dos doze que vão a Brasília, peço sua atenção, ou melhor, seu dedo indicador para digitar 1345. Luiz Couto, apesar de ter postado este ano um artigo sobre suas confusas articulações em nosso Estado, em nada diminui sua excelente atuação parlamentar.

O beato em questão merece o nosso voto pela conduta ilibada, isso sem mencionar toda a perseguição que sofre dentro de seu próprio partido, onde em nome do projeto de manter a presidência sob as bênçãos do PT, nos Estados o antigo Partido dos Trabalhadores vem se amancebando com todo tipo de entulho democrático, vide o caso paraibano, aqui a legenda 13 mancomunada com que há de mais retrógado, mas tudo vale para eleger Dilma...

Entretanto, o que esta postura da nacional petista tem haver com o vigário-candidato?

Luiz Couto está isolado dentro da legenda, não aceita a imagem de José Maranhão ao fundo do cenário no guia eleitoral, como também, não concorda em pedir votos para qualquer candidato da trinca Zé, Vitalzinho e Wilson. Mesmo porque, não aceitou os flertes peemedebistas para uma provável candidatura ao Senado, a qual, teria o apoio da máquina partidária vermelha.

Neste pleito, o parlamentar petista faz a divulgação de sua candidatura sem comprar prefeitos e demais “lideranças” municipais, a campanha do milagreiro em pauta, se limita a adesivos e planfetagem, ambos com material gráfico de 12ª categoria.

O pároco também vai além das questões de foro político, transparência em sua atuação parlamentar e a justa inserção de seu nome na lista dos parlamentares mais atuantes do país segundo o portal político "Congresso em Foco", faz com que o padre mereça sua atenção, perfeito só Jesus, é lógico que nosso candidato tem suas limitações, fato que não diminui sua engajada militância política.

Entendo que muita gente não gosta em ver clérigo envolvido com política, então esqueça que Luiz é padre, e lembre-se da ativa atuação parlamentar, aliás, é melhor ter uma padre-candiato que uma mãe-candidata, empresário-candidato, sonegador de imposto-candidato, filho-candidato, pistoleiro-candidato, agiota-candidato...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Acendeu a luz vermelha



Após as duas últimas disputadíssimas campanhas estaduais (2002 e 2006), este ano as eleições não conseguem empolgar ninguém.

Em várias cidades do Estado não se vê bate-boca, briga por bandeira, fuxico, jingles com refrões repetitivos, ou qualquer sinal de manifestação popular, os candidatos não conseguem despertar a paixão no eleitorado, tudo muito aguado. Falta tempero no pleito, promessas mirabolantes, acusações estapafúrdias, insinuações de foro sexual, enfim, baixaria.

O pleito este ano está tão "páia" que até o Sistema Correio ainda não tomou nenhuma punição da Justiça Eleitoral.

De um lado um candidato que está absolutamente certo da vitória, e tão garantido se mostra, que não vai mais a debates (e algum dia já foi?). Zé apenas conta com a rápida passagem do tempo até o dia da votação, a campanha para o PMDB paraibano está sob o mesmo patamar do PT nacional, ou seja, “acabou a disputa”.

Porém, o que de fato nos impressiona é a letargia, quase demência do socialista RC, candidato sem carisma, não consegue cativar o eleitorado, nem mostra arrojo e muito menos “vontade de vencer”, com o eterno aspecto de estar sob o efeito de Demerol não consegue empolgar o público, aliás, Duda Mendonça deveria receitar em vez de propostas “importadas” da Bahia, uma boa dose de Fluoxetina para angariar ânimo ao seu cliente.

O fato é que apesar de todo o guia eleitoral ricardista fazer de conta que “está tudo sobre controle”, a verdade se mostra cruel as ambições do ex-prefeito, acabou por cair sobre a sombra de Cássio, logo, se põe ao perigoso fardo de ir buscar os eleitores tucanos na Paraíba, em suma, Coutinho perdeu o que era seu maior trunfo: vida própria. Acabou por ser coadjuvante no eterno debate Cássio x Maranhão.

É inadmissível para um prefeito que ambiciona se tornar governador, não conseguir ampla maioria na cidade a qual governou recentemente, pura infantilidade culpar as alianças feitas com os setores conservadores como motivo do eminente fiasco da candidatura socialista, quem está na oposição não pode se dar ao luxo de escolher aliados. O que falta é gana por parte do candidato pessoense, afinal, comícios, passeatas, carreatas, guia eleitoral, nada mais refletem que o perfil do candidato, neste caso, como já foi dito, está tudo muito aguado...

A saída? Pergunte ao marqueteiro baiano, mesmo porque, milhões e milhões de “real” foi dado a Duda, dinheiro para comprar quilos de vatapá, caruru, dobradinha, acarajé... E espero que os vinténs depositados na Bahia, tragam de lá um bom Pai de Santo para exorcizar a falta de encanto do PSB paraibano.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Deixa eu ver se entendi...



Então quer dizer que o governador cassado agora é candidato(?) ao Senado, e subitamente, mudou de posição, após a pena de três anos com regime amplamente aberto (com direito a férias nos E.U.A) Casse-o foi punido! E agora, é “o injustiçado” com uma das bancas de advogados mais bem pagas do Brasil.

Então quer dizer também que o ex-prefeito de João Pessoa que se dizia a cima do bem e do mal, agora é amigo íntimo do outrora contraventor de Campina, e ficou tão refém do “cara lá” que o balão de oxigênio de sua candidatura é justamente, o político já julgado por crimes eleitorais e condenado por diversas instâncias.

Assim sendo... Na outra chapa... O irmão do prefeito cassado de Campina, além de colocar a cunhada para ocupar o cargo de Secretária de Interiorização do Estado, quer também, pôr a mãe para ser Deputada Federal, ele mesmo Senador, e de lambuja, ainda quer colocar seu irmão candidato ao Governo em 2014? Poxa... Isso que eu chamo de “amor a família”!

Logo... Wilson Santiago, outro rapaz ingênuo, percebeu que a disputa não é contra o candidato tucano (pois este ou quem ele bater no ombro estará eleito) a segunda vaga para o Senado, é disputada contra seu co-irmão, Vitalzinho, os dois estão para mídia fazendo de conta que não são adversários, será?

Para terminar a confusão me vem, Efraim Moraes, sujeito famoso pela perseguição contra si imposta pela grande mídia nacional, a KGB, e até mesmo, da CIA. Ou seja, um homem sofredor...

Peraí, pensei que tinha acabado... Ainda tem outra candidatura que não entendo, o latifundiário - piloto amador - ex-aluno do Mobral e (mais recentemente) Governo eleito pelo povo (do TSE), José Targino Maranhão, após 10 anos no governo, e infinitas realizações, quer ser governador de novo para comprar a fralda geriátrica financiada pelos meus impostos?

Definitivamente, estou muito confuso...

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Lotado de Trabalho



De maneira gentil venho recebendo laboriosas queixas a respeito da demora em atualizar o Blog, o fato é que estou entupido de trabalho, além da situação de mendicância por cursar Mestrado sem bolsa, atualmente, usufruo do "privilégio" de estar com 32 aulas semanais, e como já é sabido, tendo que escrever a Dissertação.

Desta maneira, não disponho do devido tempo para fazer reflexões metafísicas e filosóficas a respeito da política em nosso Estado. Contudo, em breve voltarei.