quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Socialismo Brasileiro na Paraíba


É fato que a política é dinâmica e pouco escrupulosa, é verdade também que o posicionamento dos atores políticos mudam ao sabor das conveniências, como é (in)digno destacar os deslizes do PSB paraibano, sobretudo, o campinense.

Em Campina o PSB conseguiu algo no mínimo curioso, simultaneamente, ocupa a vice-liderança do Governo Veneziano na Câmara de Vereadores, e nesta mesma Casa Legislativa, ocupa por pura coincidência, a liderança das oposições, mas, não é tão somente esta falta de diretriz comum que separa os “socialistas”, Antonio Pereira e Ivonete Ludgério.

Há contradições mais delicadas no pequenino partido do Prefeito da Capital, na sua filial campinense, ao mesmo tempo em que mantém uma posição dúbia no parlamento municipal, membros do PSB apesar de professarem um suposto entusiasmo a candidatura ricardista ao Palácio da Redenção, estas figuras ainda ocupam cargos no Governo Veneziano.

Explicitamente fica claro que ninguém quer soltar o osso... O contracheque na folha de pagamento da Prefeitura é mais afável que a coerência política...

O Socialismo paraibano que emana da Capital, esta semana foi em definitivo jogado na latrina, eis que ao se aproximar o pleito vindouro o pó vai caindo, a maquiagem vai descendo, e a suma verdade ganha contornos cada vez mais rústicos.

O progressismo do PSB na Paraíba se abraça libidinosamente com o antiquado DEM em nosso estado orquestrado pelo mandonismo do também progressista Senador Efraim Moraes, isso, sem contar com o já declarado apoio do PTB, do visionário Armando Abílio, passando pelo desenvolvimentismo do PP de propriedade do democrata Enivaldo Ribeiro.

As uniões que contornam e dão envergadura as ambições estaduais de Ricardo Coutinho externam o que há tempos venho mostrando, a ética na política só existe o quanto discurso, a ingenuidade de vários colegas realmente bem intencionados ao admirar os feitos do Prefeito da Capital sempre me deixou desconfiado.

Agora creio que não cabem mais tantos adornos entorno das ambições socialistas, Coutinho é um candidato como qualquer outro, nem melhor, nem pior, apenas mais um sujeito em busca da glória da vitória e do affair dos cargos públicos. Se você ainda dúvida, espere para acompanhar as adesões que ainda estão por vir.

De outrora “messias paraibano”, Coutinho com as atuais alianças se apresenta como um político com ambições nítidas, a obsessão pela vitória é tão importante quanto as convicções ideológicas, não há mais espaço para o “pode até ser”... Ricardo é sim um personagem que precisa construir uma base forte no interior do estado, ainda mais pelo simplório fato de que político não escolhe aliado, todo aquele cujo desejo é seguir a caravana da capital, seja bem vindo. A ideologia fervilhante do sindicalista maltrapilho foi válida, quando o Prefeito da Capital era um sindicalista maltrapilho. Você ainda tem alguma dúvida?

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Vários pesos e uma centena de medidas


Todos sabem a difícil imparcialidade da justiça brasileira, sobretudo, quando estamos nos referimos a Corte Superior, parece que quanto mais “alta” a instância mais confusa e incoerente são suas decisões.

Ainda mais se tratando de Brasil, onde falar mal do judiciário em público é algo impensável de ser feito, tanto pela imprensa, como pela classe política. Neste país, ninguém tem medo de cometer crime, mas, todos têm medo de denunciar os erros e omissões da justiça.

Eis o fato novo, o deputado infiel Manoel Jr. mudou de partido, havia tido o seu mandato solicitado pelo 2° suplente devido ao troca-troca, e no fim das contas o TSE, simplesmente perdoa o infiel paraibano. Estranho, muito estranho. Mesmo porque após a cassação do falecido Walter Brito Neto, se acreditou que “pela primeira vez na história recente deste país”, a justiça eleitoral teria uma resolução clara e válida para todos, LEDO ENGANO.

O argumento exposto pelo ministro(?) Marcelo Ribeiro, se baseia no fato do 1º suplente do PSB já ter solicitado o mesmo mandato, e por isso, o 2º suplente não tem idoneidade para pedir a cassação do infiel, afinal, o processo impetrado pelo 1º suplente ainda não foi apreciado. Daí fica a dúvida, por que o processo do 1º suplente Bonifácio Rocha ainda não foi a julgamento? Se é anterior ao do 2º suplente. Creio que algum expert da confusa e atrapalhada ciência forense deve ter uma desculpa confusa, mas dentro da “forma da lei”.

A questão mais incômoda para os sofridos admiradores da democracia é o fato dos precedentes que foram abertos, o “medo” de mudar de partido o qual até bem pouco tempo era real vai se esvaindo... Com isso, fica explícito que uma boa articulação com o judiciário é fundamental para uma carreira política duradoura, aliás, já havia comentado em outro artigo esta delicada relação entre judiciário e política em nosso estado (http://politiqueironaparaiba.blogspot.com/2009/03/dmaranhao-i-x-montesquieu.html).

O perdão ao infiel Manoel Jr. desmoraliza as regulamentações do próprio judiciário, obviamente, cabe recurso, aliás, não precisa ser nenhum jurista, para saber que sempre cabe recurso em nossa “justiça”, o fato é que até ser julgado, o Deputado Federal paraibano já terá um 2° mandato, desta vez, diretamente pelo seu novo e justiceiro amor, o PMDB.

Não adianta chororô, a turma do PSB paraibano vai ter que engolir calada essa omissão judicial, interpelar recursos por si só não vai resolver nada, o pequenino partido do prefeito da Capital, já começa a pagar por não ter uma estrutura nacional.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

I'll be back...


Tenho recebido alguns e-mails reclamando da demora para efetivar a atualização periódica do Blog, a questão do atraso é que estou me submetendo a Seleção de Mestrado, e por isso, ultimamente não disponho do tempo devido para escrever sobre a politicagem em nosso estado.

Agradeço a todos os leitores que sentem falta dos artigos, e prometo, que assim quando correr água no Canal da Redenção, Roberto Cavalcanti ter seus processos julgados, Cássio voltar ao Governo, o Viaduto de Campina ter real utilidade, Ricardo Coutinho ficar bonito, Maranhão pronunciar o “L”, Veneziano pagar os servidores contratados em dia, e outras coisas estranhas acontecerem... Eu voltarei o mais breve possível a atualizar o blog.

Portanto, na primeira semana de dezembro retornarei com artigo novo, até lá!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O Bolsa Vasilina


Para quem acha que já viu de tudo em política, o Governador Maranhão trouxe uma novidade, talvez inspirada em seu próprio nome. O governo do estado irá distribuir 300 mil sachês com Gel Lubrificante para facilitar penetrações via sexo anal.

É de impressionar destinar mais de 1 milhão de reais para tal atividade, pois como vem anunciando o mesmo governador, “peguei o estado falido”, a máquina administrativa pode até estar quebrada, mas, ainda continua potente, e agora, bem escorregadia.

Já que a situação financeira do estado não vai às mil maravilhas, vide a greve dos sempre insatisfeitos delegados e agentes da Polícia Civil, ou ainda, a eterna luta dos professores em busca de um salário que pague ao menos sua feira mensal. O governo continua sem delinear um Norte, nem para estes “insatisfeitos” e muito menos para os problemas estruturais da Paraíba.

Aliás,o gel a ser distribuído pelo Governo do Estado, muito provavelmente, deverá lubrificar a adesão de vários políticos escorregadios ao PMDB, a exemplo, a chegada da Família Gadelha, Damião Feliciano, Manoel Jr., e outros tantos, que ainda estão chegando para remover as assaduras por ter ficado longe do poder.

Para fugir da pressão, escorregar e aliviar o stress, Zé agora cria o Bolsa Vasilina, um plágio sexual do assistencialismo federal, pois se o Bolsa Família, como o nome já diz, é para a “família”, o Bolsa Escola por se destinar a educação também é coisa de “família”, o Bolsa Vasilina se apresenta como o assistencialismo “rebelde”, não é necessariamente familiar, porém, pode melhorar as relações afetivas entre os casais, sejam estes Heterossexuais ou Homoafetivos. Esta aí, a estratégia de Maranhão para 2010?

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

And the oscar go to...


Desde que o ex-governador se ausentou da Paraíba até a sua chegada, não se fala em outro assunto no terreiro da politicagem, “pra onde Cássio vai...” E para quem esperava uma resposta, eis mais uma dúvida, Ele não respondeu nada!

Na tarde de hoje em entrevista coletiva na Capital, o governador cassado ficou mais de 2 horas “só dando arrodei”, apesar das constantes provocações da “imprensa”, resposta objetiva mesmo NENHUMA.

O que se amplia ainda mais na Paraíba é a onda de boataria, que fale bem ou mal, mas cite sempre Ele, e para um político sem mandato é excepcional, manter-se no foco dos holofotes sem patrocinar nossos “incorruptíveis” meios de comunicação, isso já é um grandíssimo feito.

Agora, retornando ao cerne da questão, a pergunta que martela todos que acompanham política em nosso Estado, Ricardo ou Cícero?

Para o ex-governador nenhum nem outro, ou ainda, os dois de uma vez só! Confuso? Bote tumulto nisso... Mas é esta suposta indefinição que mantém Cássio sob os olhares de todos. Assim, só resta esperar até a premiação, no mais tudo é boataria.

Fato inquestionável é que o apoio Cunha Lima agora é fundamental para os dois pré-candidatos, tanto a cambaleante e desestimulada ambição de Cícero em motivar quem quer que seja a apoiá-lo, como a arrogância do até então imbatível Ricardo Coutinho, ambos precisam do apoio de Cássio.

E no caso do prefeito da Capital a situação é mais delicada, pois independente do apoio de outrem Cícero está fadado a derrota. Enquanto, Coutinho tem reais chances de êxito. Ricardo, político o qual sempre usou como slogan a "independência", porém após a debandada de seus deputados (ficou mais humilde), restou ao líder socialista tão somente os inexpressivos vereadores pessoenses. E agora? Mal entrou na disputa e já tomou uma bela e previsível bordoada. Pois até o tempo de televisão não vai lhe ser suficiente no Guia Eleitoral, indo para o embate apenas com os seus já (poucos) aliados.

Estes fatores só fazem crescer a propositada expectativa em torno da escolha de Cássio. Mais uma vez é esperar para ver.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Sobre a PEC dos Vereadores

Tema que está em todo o noticiário, com a aprovação desta Emenda, achamos oportuno expor novamente nosso ponto de vista sobre a citada questão, por meio de um texto já publicado neste espaço, segue o link:

http://politiqueironaparaiba.blogspot.com/2008/12/ainda-cabe-mais-gente.html

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Ele voltou...


Com a chegada do ex-governador ao Brasil, (de barba e cabelo grisalho) o caos político terá inicio, de agora em diante uma enxurrada de boataria ganhará corpo na politicagem estadual. E mais uma vez a pergunta que insiste em não calar: PSDB e PSB, ou melhor, Cássio e Ricardo casam ou vão ficar só no namorico?

Sinceramente, como posto no parágrafo anterior não acredito no casório, para tal matrimônio ser concretizado, se faz necessário a desfiliação Cunha Lima do PSDB, o que não é tão simples, afinal o presidenciável Serra não pode ficar sem palanque na Paraíba. Daí para mandar confeccionar o véu e a grinalda os tucanos de Campina devem migrar para o PTB, ou outro partido que já fechou com o noivo da Capital.

A situação no litoral paraibano não está das melhores, a debandada socialista rumo ao affair maranhista em questão de dias, aliás, bem pouco tempo indubitavelmente ocorrerá. Além de Manoel Júnior e Guilherme Almeida, uma “ruma” de gente já declarou amor incondicional ao PMDB, entre os apaixonados seguem, Marcondes Gadelha e os deputados estaduais Leonardo Gadelha, Carlos Batinga, e Expedito Pereira. Ou seja, quem tem mandato no PSB está pulando fora do barco.

Porém, por mais alarmante que esta constatação pode vir a ser, as delicadas deserções já eram esperadas, a grande questão é o fato da fidelidade partidária amarrar pelo colarinho essa turma recém (?) peemedebista. Mas, aparece outro “no entanto”, pois mesmo algemados pelo cabresto da tal “fidelidade”, essas “noivas abandonadas” podem rachar o pequenino e dividido PSB, assim, de dentro da legenda minar a marcha nupcial de Ricardo rumo ao altar do Palácio da Redenção.

Tão antigo é esse imbróglio que usufruindo dos poderes paranormais a minha pessoa atribuídos, já havia “profetizado” este quebra-pau socialista desde o inicio do ano, inclusive postulado em outro artigo(http://politiqueironaparaiba.blogspot.com/2009/03/ricardo-o-trem.html).

O fato central agora é o posicionamento de Cássio, para onde e como ele vai... Por enquanto impossível de prever. O Eremita após o retiro espiritual nos E.U.A, volta com astúcia suficiente pra chacoalhar o tabuleiro político, é esperar para ver.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Bolsa Cassação


Pois é, mais um passo rumo a cassação do Prefeito de Campina. Como já era de amplo conhecimento para muita gente, os processos que clamam pela degola do peemedebista correm a solta, o imbróglio do cheque da saúde há tempos tramita na justiça eleitoral.

O “moído” novo se dar por meio do mais recente pedido de cassação, e pior ainda, novamente a solicitação não foi feita pela oposição, mas diretamente pelo Ministério Público, o problema do momento é a perigosa e complicada associação da imagem de Veneziano com o Presidente da República.

Ora! Por si só esta “ligação” não tem nada demais! Se o Presidente é barbudo e o Prefeito cabeludo, está tudo em paz, o estresse surge quando o edil campinense se deleita nos programas assistencialistas do Governo Federal, eis o Bolsa Família, como elencou o promotor eleitoral “descaradamente utilizado como forma de atrair sufrágios para o candidato do PMDB”.

Essa “vinculação” chegou ao achincalhe quando no Guia Eleitoral peemedebista no carismático quadro “Veneziano mudou minha vida”, o Prefeito foi a casa de um pintor atendido pelo citado programa federal, e com todas as letras diz “para o Bolsa Família continuar é necessário que nós continuemos a frente da PMCG”.

Todavia, não foi somente a frase no mínimo dúbia dita pelo Prefeito que causou a solicitação do Ministério Público, além da delicada citação televisionada, durante as passeatas e manifestações conexas, amplo material ligando a candidatura peemedebista as benesses presidenciáveis foi usado sem a menor restrição, a exemplo, matéria divulgada com abrangência nacional a época do pleito, o portal Folhaonline, mostrou faixas carregadas por correligionários do Prefeito com dizeres “Pela manutenção do Bolsa Família voto em Vené”.

É fato que na acirrada disputa do até então improvável 2º turno, toda a picaretagem é posta em prática, as promessas mais estapafúrdias são vomitadas por ambas as partes, porém, este desespero por vezes pode vir a causar complicações posteriores (vide o caso tucano na Paraíba).

O processo para a retirada de um chefe do Executivo é lento, aliás, como foi dito no primeiro parágrafo deste artigo, o caso do cheque da saúde ainda está em lenta tramitação, e para sorte ou azar de Campina, o partido que atualmente governa nosso Estado, está (in)devidamente articulado com o judiciário.

Portanto, cabe agora esperar...

terça-feira, 9 de junho de 2009

A Hora da Limpeza


O Tribunal Superior Eleitoral tascou mais uma “surpresa” no eleitorado paraibano. Precisamente no povo de Bayeux(?), o então prefeito-jornalista-sensacionalista do Sistema Correio, Jota Júnior, perdeu a caneta!

A questão não é simplesmente a cassação do prefeito da Grande João Pessoa, mas a confusa disputa naquele município em 2008. Ao serem lançadas duas candidaturas “pró-Sistema Correio”, o aparato midiático do Senador Cavalcanti, ficou dividido entre seu tradicional vassalo Jota Jr. e o desconfiado socialista Expedito Pereira. Disputa esta que acabou gerando séria instabilidade entre a turma do Correio e o prefeito cassado.

Também devemos lembrar que Jota não foi cassado por conta do pleito de 2008, e sim, pelo apoio descarado a eleição de seu irmão para Deputado Estadual em 2006, onde a utilização da máquina municipal foi fato comum, chegando ao extremo de coletar títulos de eleitor entre os comissionados da Prefeitura.

Os pormenores da cassação estão sendo destrinchados pelos meios de comunicação oficiais, o que nos chama atenção neste momento, é a ratificação das conseqüências oriundas da retirada de Cássio Cunha Lima do poder.

O precedente foi aberto, cada vez será mais comum estas “exonerações súbitas”, as eleições não terminam apenas com a contagem dos votos... Numa eleição disputada, a pendenga judicial sempre será uma espécie de “prorrogação do campeonato”.

Jota Júnior foi apenas o primeiro da extensa lista de prefeitos paraibanos com a batata assando no TRE/TSE. Assim, caso eu fosse prefeito e tivesse com pedidos de inelegibilidade contra minha pessoa, já iria colocando as barbas (ou a cabeleira) de molho... Pois a limpeza ainda não terminou.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Educação, politicagem e um Jumento


Bom, a falta de simpatia do Governador Maranhão pela Educação já era conhecimento de todos. De fato, o Ensino não é o forte deste senhor, porém, aliar o desinteresse pelo tema a questões politiqueiras é a primeira “novidade” deste governo.

A UEPB a época do II Governo Maranhão havia se digladiado com o citado político, inclusive, a greve de fome dos professores e de alguns “militontos”, foi largamente utilizada pela oposição.

Ao assumir o governo, Cássio fez uma espécie de pacto com a Reitora, a qual, ele mesmo havia conseguido eleger, Marlene Alves obteve trânsito livre dentro do governo tucano, verbas e tapinhas nas costas não lhe faltaram, ao ponto de acontecer algo há alguns anos inimaginável, a renumeração da UEPB ultrapassou o de qualquer Universidade Federal, além do mais, novos cursos e extensões foram abertas, sem contar o investimento na aquisição de livros e computadores.

Apesar da dobradinha Marlene-Cássio ainda ter mantido uma relação clientelística como o poder político, sejamos justos, esta Universidade ganhou novos ares e indiscutivelmente cresceu.

O problema é que a brusca mudança no cenário político estadual acabou por afetar diretamente aquela Instituição de Ensino, talvez como vingança, talvez por ignorância, ou ainda pelos dois juntos, o novo governador surrupiou mais de R$ 16 milhões dos recursos destinados a UEPB.

Com o súbito “confisco” das receitas destinadas a Universidade Estadual da Paraíba, os projetos de ampliação e melhoramento da estrutura física do Campus em Bodocongó vão paralisar de vez! Pior ainda, o quadro de professores efetivos que vinha passando por atualizações, também vai ficar restrito a contratação dos “famosos” substitutos. Em suma, as melhorias que bem ou mal vinham ganhando corpo agora serão engessadas.

O que mais nos impressiona neste caso é a habilidade política do governador biônico, se o Zé já não fazia muito sucesso entre os eleitores na faixa etária de 18 à 30 anos, com estas medidas sua popularidade ainda vai ser mais maculada. Obrigado Zé, a oposição agradece!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

A Impotência de Ciço


No artigo http://politiqueironaparaiba.blogspot.com/2009/01/previses-para-2010.html já havia me reportado sobre as disputas que se corporificam para o ano vindouro. Nesta ocasião, vou dirigir as analises para a discussão que ganha vulto na politicagem estadual, a flácida candidatura de Cícero Lucena.

Desde já, quero deixar claro que não tenho a mínima simpatia pelo candidato, e muito menos acredito na sua inocência no caso da Confraria, porém, alguns pontos não podem deixar de ser elencados.

Ao começar pela votação obtida em 2006, rumo ao Senado o confrareiro pessoense obteve mais de 795 mil sufrágios, só como parâmetro, conquistou praticamente a mesma votação que José Maranhão para o mesmo cargo em 2002.

Se retrocedermos na linha do tempo, veremos que na disputa em direção a reeleição a PMJP, Lucena obtivera mais de 70% dos votos validados naquele pleito. Opa! Espera aí! Então quer dizer que Cícero em 2000 teve em porcentagem a mesma votação de Coutinho em 2008? A Resposta é: SIM!

Parido na tradicionalíssima família Lucena, tendo como ícone maior o ex-presidente do Senado e atual defunto, Humberto Lucena, Ciço é de uma prole rica, tanto é que ganhou espaço por meio de uma espécie de “sindicato patronal”, quando foi representante dos construtores de João Pessoa na Sinduscom, mais que isso, não é só das empreiteiras que vem a fortuna do clã Lucena, o pretenso governável tem uma rede de Postos de Gasolina, possuindo filiais em todo o estado, e ainda usufrui de dezenas de prédios comerciais locados.

Isso é a parte “contabilizada” da fortuna agregada ao presidente estadual do PSDB, outros milhões são apontados pelo Ministério Público como literalmente surrupiados do erário público, no famoso caso da Operação Confraria. Na citada investigação se encontrou mais de uma dezena de obras já realizadas, as quais foram licitadas novamente, acrescido a este pequeno detalhe, vem uma enxurrada de graves denúncias, cujas acusações, até hoje não foram nem se quer mal explicadas pelo Senador paraibano.

Portanto, recurso para campanha é o que não lhe faltará, mesmo porque, vinculada a candidatura de Cícero vem a pulsante pretensão de Serra ao Palácio do Planalto, intento o qual não pára de subir nas pesquisas, fato que anima as lideranças tucanas pelo Brasil afora...

Para completar o “lado promissor” da campanha do líder estadual peessedebista, vem o apoio rejuvenescedor de Cássio Cunha Lima, empurrão que pode vir a funcionar como uma espécie de Viagra para as ambições social-democratas em nosso estado. A dobradinha Cássio-Cícero deu certo em 2006, um maldito jingle musicado pelo cantor campinense Capilé, com um refrão repetitivo virou hino de criança a idoso no ninho tucano.

Se a sua esquerda está a cambaleada candidatura de Ricardo Coutinho, que não consegue costurar alianças em torno de seu nome, e a direita bóia a pretensão de José Maranhão em se manter a todo custo no poder, sem dar sinais que vai conseguir mostrar o tão falado “choque administrativo”. Lucena, aparentemente finca um espaço em meio ao fogo cruzado na Capital, enquanto ricardistas e maranhistas vão trocando farpas, o bloco tucano com imensa dificuldade começa a se enrijecer...

Apesar desses pontos favoráveis a “Turma da Confraria”, não acredito numa vitória tucana para o Governo Estadual, continuo a crer que a cassação amoleceu as lideranças cassistas, afrouxamento o qual não será contornado há tempo. Mas também que fique claro: Cícero não é nenhum “pato morto” como andam apontando por aí. Pode e vai dividir os sufrágios na Grande João Pessoa, e conta com uma máquina ereta no interior do estado.

Como toda candidatura, a pretensão de Cícero Lucena tem prós e contras, nesta balança eleitoral, o lado negativo é maior, o PSDB pessoense vem de duas bordoadas colossais, as vitórias socialistas em 2004 e 2008 foram indiscutíveis, boa parte da base tucana se desfez nesta seqüência de derrotas.

E por falar nos últimos pleitos municipais, Ciço se mostrou impotente frente aos avanços contínuos do bloco PSB/PMDB, perdeu terreno e atualmente não tem as mínimas condições de resgatar os votos “foragidos”, a virilidade eleitoral do político-empresário-confrareiro-Senador Lucena está tão saudável quanto o fígado de Ronaldo Cunha Lima.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Cozete Barbosa e os Petralhas de Campina


Nas últimas semanas, um fato no mínimo peculiar aconteceu em Campina, a ex-prefeita Cozete Barbosa teve um passamento, segundo os médicos, uma crise nervosa devido ao stress. Bom, uma senhora com mais de 50 anos de idade ter uma indisposição é normal, porém, se tratando de uma ex-política é de se desconfiar o motivo do chilique.

Para tanto, se faz mais do que necessário voltar no tempo... Eis que aportamos na década de 1980, fase da transição democrática no Brasil, naquela época surgia no seio do movimento sindical um partido possuidor de um forte apelo popular, e mais, capitaneado por um mega líder popularesco, germinava assim o Partido dos Trabalhadores.

Na onda moralista e aguerrida da política nacional, diretórios do PT se espalhavam por todo o país, e em Campina Grande não podia ser diferente, nesta cidade emerge a figura da líder sindical Cozete Barbosa, com uma carreira até então marcada pela combatividade, pelo misto de rancor, ódio e indignação. A pretensa política ganhava espaço e admiradores, ao ponto de já no inicio da década de 1990 abocanhar um incontestável mandato de Vereadora. Não obstante, a carreira da líder sindical apontava como uma nota destoante na política estadual.

O já citado inicio de carreira promissor começa a “estremecer” no seu apogeu, eis que chegam as eleições estaduais em 1998, naquela ocasião com pouco mais que meia-dúzia de adesivos e 30 segundos no guia eleitoral, a Vereadora campinense bate a milionária campanha de Ney Suassuna (PMDB) rumo ao Senado, na área que abrange todo o Município de Campina Grande. Um resultado eleitoral fantástico e impactante, naquela oportunidade a faca, o queijo, e quantos mais laticínios você possa lembrar, estavam indo de encontro à ascendente carreira da líder sindical campinense.

Entretanto, foi no parágrafo anterior, que o conto de fadas começa a ceder espaço ao personagem de Walt Disney postulado no título deste artigo, Cozete cometeu um erro tão nítido (o qual já virou senso comum) de se “acoloiar” com o clã Cunha Lima, a partir de então, foi esperar o próximo episódio para vir a pancada.

Chegamos ao pleito de 2000, Cássio a época ainda no PMDB obtém uma votação estrondosa, mais de 74% dos votos válidos alcançados para reeleição na PMCG, a vice Cozete, já esperava a “natural” eleição ao Governo Estadual do novo companheiro.

Ao assumir a Prefeitura, a petista, mantém a estrutura administrativa e corrupta a qual já estava impregnada na gestão municipal desde o inicio da década de 1980, erro fatal. Pois, este “corpo administrativo” fez jogo duplo, ao mesmo tempo em que creditava apoio a Prefeita, preparava a “puxada de tapete”, e quando aponta o processo eleitoral de 2004, agora filiado ao PSDB, Cássio Cunha Lima escolhe um aliado de longa data e comprovada submissão em detrimento da candidata petista. E mesmo assim, a então Prefeita, não só mantém a base tucana nos cargos administrativos, como entope a Folha Salarial com os inúteis e despreparados sindicalistas profissionais do PT campinense.

Ao ritmo que o pleito pegava fogo, mais e mais recursos são desviados de maneira escandalosa em prol da candidatura petista, afinal, sem nenhuma oligarquia para lhe dar guarida, Cozete faz uma Campanha milionária nitidamente custeada pela PMCG, e sem o afã Cunha Lima passa um grotesco vexame eleitoral. E agora?

Bom, chegamos ao 2º turno, e a Prefeita derrotada se supera ao fazer algo, talvez, inédito na política mundial, consegue ser usada e descartada por dois candidatos num mesmo pleito. Em mais uma medida irracional, Cozete se “une” a revelação Veneziano Vital, destina a este candidato todo corpo burocrático e financeiro da PMCG, chegando ao ápice da estupidez, quando reforma a casa de seu próprio pai para servir como a “Hollywood do Cabeludo”. Verdade! Foi na casa de Seu Francisco, onde foram gravados os takes da “Campanha das Novas Idéias” no segundo turno.

Para quem não se lembra a Prefeita havia obtido no 1° turno pouco mais de 10.000 votos, o candidato Rômulo tinha por volta de 6.500 votos à frente de Veneziano, ou seja, eram os míseros sufrágios petistas que iriam decidir a disputa, e decidiu. Cozete conseguiu transferir seus votos para o candidato peemedebista, protagonizando o triunfo Vital do Rêgo em Campina. Só que a farra termina por aí... Daqui para frente é só desmantelo.

Ao assumir a Prefeitura, Veneziano não só escarra como se esquece do prato em que comeu, não cumpre o acordo prefixado com a ex-prefeita, joga m(...) no ventilador, a cratera deixada na Secretaria de Finanças também foi alargada pelos gastos de Campanha do PMDB no 2º turno, mas, mesmo assim, Vené não só faz questão de se esquecer da ajuda, como também, denuncia o “rombo”, abre as portas a investigação do Ministério Público. A batata começar a assar...

O escândalo esperado aparece, milhões desviados e já comprovados, pois todos os trâmites legais já foram percorridos, e mesmo com todo espaço a sua ampla defesa, a ex-prefeita não consegue se explicar, não faz a mínima idéia de onde diabos foram parar mais de dois milhões de reais, quantia que simplesmente evaporou da sofrida PMCG.

A ex-prefeita desviou tamanha quantia, aliás, já se pode confirmar tal ação sem se correr risco algum de cometer nenhuma calúnia ou difamação. A justiça julgou e condenou Cozete a devolver o valor citado no parágrafo anterior.

Fato também “notório” é o esquadrão que militou ao lado da ex-prefeita, pessoas que hoje cinicamente dão as costas a antiga Patroa, gente que mamou a época da gestão petista, e atualmente continuam a se deliciar com dinheiro público, ocupando “cargos de confiança” na Prefeitura de Campina, e mais recentemente, no Governo Estadual. Essa turma inescrupulosa, caminhou no movimento sindical, sobretudo, no SINTAB, juntamente com a Prefeita arruinada desviou dinheiro público, e ainda sim, em nome da aliança PMDB/PT conseguem se manter ativos no aparelho burocrático estatal.

Enquanto Cozete, devido ao uso de medicamentos a base de corticóides para conseguir dormir, vai ganhando feições de outro personagem roliudiano, o Sherek. Os Petralhas de Campina continuam a se nutrir com dinheiro público.

A questão não é só devolver o dinheiro (o qual certamente Cozete não tem!), contudo, colocar no xilindró toda essa gente. O processo já foi apreciado, não há mais o que "moer", existem culpados e foram apontados, agora se espera cadeia nesse povo! Difícil é arrumar espaço no superlotado Serrotão para tanto colarinho branco (ou não seria vermelho?).

quarta-feira, 15 de abril de 2009

The Most Wanted


Passado toda a turbulência conseqüente de sua cassação, o ex-governador optou por literalmente sumir, ninguém sabe por onde Cássio Rodrigues anda.

Mas, por que o sumiço?

Ora! As lideranças ocupam tal cargo pela presença massiva na mídia, por marcar território e constantemente ratificar sua chefia em um determinado espaço de atuação. Justamente, o que o desaparecido governador cassado atualmente não faz.

Após a hecatombe da perca do mandato se esperava, tanto da oposição, quanto ainda mais do governo, conhecer a posição do até então político mais influente do estado.

No que concerne ao bloco maranhista, adivinhar as táticas de guerrilha e lamúrias choramingadas pelos tucanos, a fim de cercear possíveis ligações entre os antigos governistas, desta maneira, garantindo a governabilidade do PMDB na Paraíba.

Já para o extinto conluio peessedebista, aí se inclui os aliados “democratas”, a voz de Cássio atuaria como uma palavra de conforto, a composição da “ladainha dos injustiçados” não foi redigida, e agora? Para onde a atual oposição vai sem o comandante-em-chefe?

Mediante a atual conjuntura da política estadual, fica praticamente impossível delinear um Norte. Pois quando o confronto aperta e o líder desaparece, é questão de pouquíssimo tempo para começar a aparecer às deserções. Pior ainda, quando o exército inimigo está necessitando de aumentar seu contingente, nunca é demais lembrar, que José Maranhão não possui a maioria na Assembléia Legislativa, fato o qual complica os avanços no front da artilharia peemedebista.

E em todo caso no qual há o desaparecimento do comandante, a onda de boataria corre solta no Tetro de Operações paraibano. A pergunta que não quer calar vem novamente à tona: Cadê Cássio?

Se caminharmos pelos boatos, possíveis explicações não irão nos faltar, aliás, pelo contrário, um tsunami de prováveis motivos vem à baila. Assim, gozando de meu atributo como observador da guerra, deixarei expostos os prováveis porquês cujo encadeamento de acontecimentos levou a fuga Cunha Lima.

O tabuleiro político da Paraíba está confuso (como não poderia ser diferente) após a maneira abrupta pela qual o grupo tucano foi retirado do poder, e em meio a esta desorganização do quadro administrativo, fica extremamente complicado prever o que vai acontecer, curiosamente, por vezes é melhor se ausentar, “conter a revolta, contar os dias e esperar a volta”.

No calor da ira não é recomendável tomar posições, precipitar-se num momento de crise pode vir a ser um erro fatal, daí melhor se calar, dar espaço aos boatos, afinal, a conjuntura nacional ainda está ganhando corpo, não há como prever o posicionamento do Presidente Lula a respeito da disputa na Paraíba em 2010.

Os atuais (?) aliados do governo deposto não se apresentam como força política robusta para o próximo embate, imagine o quão gasta está a imagem de Cícero Lucena, pense em toda a atuação “delicada” de Efraim Moraes nestes oito anos a se completar no Senado. Os dois Senadores que deveriam alavancar a resistência no campo de batalha são justamente, os militantes com a áurea mais combalida na presente ocasião. Nenhum membro desta dupla tem a mínima condição de sagrar-se vitorioso no ano vindouro.

Agora, esquematize o encaminhamento da peleja no outro lado. Na legião maranhista, há tempos que a disputa não se configura mais contra a tropa tucana, a batalha atualmente é interna. Se no lado amarelo faltam candidatos ao alto oficialato, na hoste vermelha têm pretendentes sobrando...

Enquanto os “aliados” Coutinho e Maranhão trocam farpas, desgastando a imagem de ambos e inquietando as tropas, o General decapitado desaparece em meio à troca de tiros, além do mais, Cássio não tem nada a ver com a guerra alheia, está a deixar os dois aspirantes a Marechal brigarem entre si, quando houver oficialmente o rompimento, o estrategista Cunha Lima demarcará sua posição em meio ao tiroteio.

Tão patente está o descaso de Cássio com a politicagem vigente, que o ex-governador ignora até mesmo algumas táticas militares, entre estas, ações típicas da guerra de trincheiras, como a comunicação entre as tropas e o Quartel General que é de suma importância. Ciente disso, o Governo Maranhão além de contar com o engajado Sistema Correio, tenta trazer para si o aparato midiático do “Diário Associados PB”, os quais na Paraíba possuem a repetidora do SBT em Campina (TV Borborema), e em todo o Estado, a filial da Bandeirante (TV O Norte), completando sua área de persuasão, com a Radio Clube AM. Mesmo conhecendo esta incursão no seu território, o extinto governador se mantém indiferente a tal contenda ao continuar a preterir pelo silêncio.

Destarte, nada melhor que o calor do verão nas terras dos Ianques para esquecer os traumas, assim, Cássio põe em prática a operação “Brother Sam”, vai curtir um longo período de férias, precisamente, passará quatro meses nos E.U.A ignorando a onda de boataria a qual se dissemina na Paraíba. E com sorte, pode topar com seu colega de trabalho estadunidense, de repente, já que vai aperfeiçoar sua fluência na língua inglesa, pode ouvir alguns conselhos sobre como fugir da crise mundial no linguajar tipicamente anglo-saxão, proferido pelo Black President Obama.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Procura-se Emprego


A cópia caricata de William Bonner na foto ao lado, é o Jornalista Helder Moura, conhecido pela bravura e valentia que denunciava os descasos da administração cassada de dentro dos estúdios refrigerados do Sistema Correio.

O correspondente maranhista se estarrecia com a incompetência peessedebista, dedica(va) longos minutos da transmissão no seu “Correio Debate”, a revolta pela incompetência do finado governo exterminado, por vezes, chegando a ter um ataque epilético ao denunciar o descaso da vez do PSDB estadual.

O quadro mais carismático do seu programa era “a denúncia enviada pelo telespectador”, coincidentemente, a queixa nunca se fazia contra a Prefeitura de Campina ou João Pessoa, o reclame sempre era destinado a atuação ineficiente do Governo Estadual. Isso, quando não recebia um torpedo no Studio (ao vivo), algum telespectador revoltado lhe enviava “denúncias instantâneas” reclamando qualquer desatino tucano, ou seja, ele apresentava o programa com o celular ligado!

Outra conotação nada despropositada, era o “entrevistado do dia”, curiosamente se revezavam como “convidados” lideranças peemedebistas, a pauta era exaustivamente repetida, algum descalabro administrativo do Governo Estadual. Figuras a época oposicionistas como Gervásio Maia (PMDB), Trocolli Jr. (PMDB), Rodrigo Soares (PT), Vitalzinho (PMDB), e claro, José maranhão. Sentaram na confortável cadeira do “Correio Debate” mais vezes que o próprio Helder Moura.

A performance bizarra ainda passava pela despedida ao fim de mais um programa, tão repetida que virou uma espécie de jargão, “obrigado pela sua honrosa e crescente audiência confirmada pelo IBOPE”, o problema foi quando em 2006 este Instituto começou a apresentar em suas pesquisas eleitorais, a liderança de Cássio Cunha Lima para as eleições estaduais realizadas naquele ano, desde então, nunca mas o comunicador do Correio citou a referida empresa de pesquisa.

Fato realmente útil e válido, se fazia através da pressão em cima da gestão cassada, diga-se de passagem, de grande utilidade a sociedade paraibana, o problema era que a denúncia sucessivamente se apresentava a partir do embate partidário, e não, social. Postulada determina queixa na matéria, em seguida ao voltar para o Studio, além de se posicionar, o esposo paraibano de Fátima Bernardes, tecia a crítica sempre equiparando o caos cassista, contra, a “era de ouro da Paraíba”, a qual, por acaso, coincidia a época do Governo Maranhão.

Ainda possuía um espaço VIP no canal anti-Cunha Lima, porém, como diria o novo governador, “o probema foi depoi da caçassão do iquilino do Palácio da Redenção”, o outrora revoltado repórter, ficou sem ter o que falar, seu estimado programa perdeu o sentido de existir...

Como não tem mais as desventuras cassistas para denunciar, o nobre jornalista deve seguir o exemplo da imprensa brasileira a época do Governo Militar, durante a o programa em vez de discutir política, deve ensinar as donas de casa a confeitar bolo, ou ainda, comentar os biquínis mais usados no verão carioca. E em último caso, procurar um novo emprego!

Portanto, como agora (misteriosamente) está impossibilitado de denunciar alguma aberração administrativa do atual Governo, só resta ao caro repórter do Correio seguir o exemplo de seu tão plagiado colega global:
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sábado, 28 de março de 2009

Eu já sabia



Em outro artigo havia escrito algo sobre a “mitificação de políticos”, coisa bem recorrente na Paraíba, ainda mais, quando se tenta enxergar o jogo político como uma partida de futebol. Política e Futebol, apesar de ser dever de todo cidadão discutir, são dois assuntos distintos. A única coisa comum aos dois temas é a emoção que pode afluir nos corações apaixonados.

Será?

Sabe quando você está acompanhando um campeonato de futebol e tu tens certeza que o seu time vai chegar à final, daí os adversários começam a “secar”?

Fenômeno parecido vai começando a se corporificar na política estadual, alguns pênaltis já estão sendo “apitados” antes mesmo do inicio da partida! E aquele centroavante que é o craque do Time chuta a bola no travessão. Ou ainda, a promessa do Clube para o próximo certame começa a levar pancadas dos adversários, correndo sério risco de disputar o próximo campeonato contundido.

Para piorar a situação não é só o craque do Time que está sob perigo, o excrete todo corre risco de ser retirado da competição antes mesmo da disputa ser oficialmente iniciada.

Mesmo relutando em fazer alguma analogia com a “paixão nacional”, é isto que começa a acontecer com a eminente candidatura de Ricardo Coutinho ao Governo do Estado.

No fim desta semana estourou o primeiro “rojão” contra o Prefeito da Capital, uma suposta (e convincente) denúncia de mensalão pago pela PMJP,fato curioso é que a acusação não é nova, já havia sido posta em discussão nas eleições municipais, mas agora, ressurge com plausíveis (e delicadas) provas. Principalmente, o difícil esclarecimento o qual RC tem que arrumar com o objetivo de explicar a gratificação de R$ 1.600,00 para sua irmã, ou até mesmo, ao conceder gratificações retroativas a comissionados da Prefeitura, aliás, complicadíssimo de se explicar.

Entretanto, não é só a posição de artilheiro de Ricardo que vai se complicar, um ponto novo ganha destaque, a aproximação entre PSDB e PSB começa a ser chutada para fora do estádio. A acusação cuja queixa vem sendo debatida neste texto, foi feita pelo site “PB Agora”, Portal Informativo pertencente a Savinir Cunha Lima, não conhece o jogador? O atleta é irmão do goleador suspenso, Cássio Rodrigues da Cunha Lima.

Ocorrendo ou não no próximo campeonato a vitória socialista, que fique claro: RC é um desportista como qualquer outro, é tão somente mais um jogador a procura de loiras siliconadas, carros importados, pagode e cerveja gelada! Já imagino quantos torcedores dignos e honrados vão pedir a Polícia Militar para me retirar aos chutes e pontapés do estádio. Mas, ignorando as vaias da torcida e o cassetete do Choque nas minhas costelas, vou em frente...

Sem querer entrar nas intrigas da torcida adversária, porém, respeitando minha própria sanidade mental, começo a ver Coutinho como mais um político em ascensão ao longo da história do nosso futebol, opa desculpa! Ao longo de nossa política. Para os fanáticos torcedores que não lembram sua eleição e conseqüente reeleição a Prefeitura da Capital, se deu baseada numa “união” com um dos Clubes os quais possuem a “Cartolagem” mais podre da politicagem paraibana, o PMDB.

A “Diretoria” do PSB Futebol Clube fez algumas aquisições “mascaradas”, hoje na base de apoio na Câmara Municipal pessoense existem vários esportistas, os quais, até bem pouco tempo, jogavam no Time tucano. Bastou o Presidente do Clube, Diretor de Futebol, Técnico, Centroavante e Artilheiro Ricardo Coutinho, convidá-los para vestir a camisa do governo local, para subitamente estes adversários inescrupulosos virarem aliados, apaixonados instantâneos pela causa socialista. Ou você nunca ouviu falar em amor a primeira vista?

A época a qual era apenas um jogador em inicio de carreira, atuando em times de pelada, como na fase em que jogava na posição de Deputado Estadual, o então desconhecido petista Coutinho, denunciava com afinco o despreparo, o mandonismo do Governo Maranhão, e atualmente, o galático RC, convocou para seu esquema tático vários pernas-de-pau que atuaram na administração peemedebista no período de 1995 a 2002.

A transmissão dos jogos, ou melhor, das eleições em 2010 não será destinada apenas a João Pessoa, ano que vem, o Estado inteiro vai acompanhar a peleja, todos querem levantar o caneco do Palácio da Redenção, e em decisão de título vale tudo. Se no futebol ninguém perde antes do apito final, na política nenhum candidato se elege antes dos votos serem contados.

Se servir de consolo para os eleitores/torcedores ricardistas, a infração cometida pelo artilheiro-prefeito não se configurou como improbidade administrativa, nem muito menos, o Capitão do Time depositou dinheiro da saúde em conta de campanha.

A penalidade é muito mais caracterizada como falta de fair play, careceu de ética, espírito esportivo. Obter a maioria na Câmara Municipal a todo custo, e de quebra, presentear alguns parentes, se assemelha a um gol marcado pelo atacante em posição de impedimento. Prática já bastante conhecida pelos torcedores paraibanos. RC com esta atitude ganhou o primeiro cartão amarelo, e se não agüentar a pressão e partir para o carrinho, vai acabar indo para o chuveiro antes do término da partida.

No que vai dar este burburinho ainda é imprevisível, contudo, Coutinho deve abrir os olhos para não amarelar em 2010, jamais querer repetir no próximo ano a performance de Ronaldo na Copa de 2002. Ter um quiproquó e babar antes de iniciar a partida, é um mico o qual o PSB não pode pagar, pois apesar da Copa do Mundo ser como eleições estaduais, rolar a cada quatro anos, no Futebol o centroavante tem várias chances, afinal, são muitos Títulos para disputar. Já na política, dificilmente existe uma “segunda vez”, o atacante só fica na “cara do gol” num único domingo de outubro, e pior, a cada longos quatro anos...

Deve ser por essas e outras que entrevista de jogador de futebol é tudo igual.

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quarta-feira, 25 de março de 2009

Vamos à Revolução!


Nas últimas semanas um fato vem chamando atenção nos noticiários campinenses, o movimento de paralisação promovido pelos estudantes contra o reajuste arbitrário da passagem interurbana.

Em meio a letargia que atualmente se encontra os movimentos sociais de maneira geral (salvo o MST), e mais ainda, o movimento estudantil, é de se aplaudir a iniciativa dos estudantes da Rainha da Borborema. Porém, um problema vem seguindo há muito tempo estes “meios de revolta”, a falta de formulação de uma pauta reivindicatória.

O preço abusivo da passagem de ônibus não é o único problema a ser enfrentado pelos estudantes, principalmente, o da Rede Pública, seja de ensino Universitário ou Secundarista. Quando existe a possibilidade de chamar atenção, o movimento tem que enxergar a oportunidade de estender o debate, além do repúdio ao aumento das tarifas, se deve ir mais longe, pegar o embalo e exigir maior responsabilidade do Estado em relação às políticas educacionais.

O calcanhar de Aquiles dos movimentos estudantis é justamente essa “limitação”, não vamos nos ater a exorcizar o sistema de transporte público em Campina Grande, devemos, e torço para que haja uma politização do manifesto no sentido de abordar temas maiores.

É da cultura Brasileira (diria Sérgio Buarque de Holanda, a maldita herança ibérica) se acostumar com a exploração, achar normal o seu próprio sofrimento, e até mesmo, se opor as transformações por mais suaves que possam parecer. Durante o ato dos estudantes nas ruas centrais de Campina, ouvi alguns comentários no mínimo bizarros, pessoas humildes as quais chamavam os estudantes de “baderneiros”, “desocupados” e etc. O que é bem característico da passividade tão inerente ao iletrado povo brasileiro.

Daí vem outra questão, as mudanças só acontecem a partir da juventude, grupo que deve estar conscientizado e unido em prol de mutações, aproveitar o ritmo dos hormônios típicos da mocidade e ir para o embate.

Disputa que por vezes é desproporcional, a atuação entre manifestantes/estudantes e militares/covardes, ao passo, que os últimos agiram com os jovens sob o mesmo expediente o qual destinam a marginais. Imagino o quão é complicado querer que um asno entenda a linguagem da educação, mas, a Polícia Militar (como já é tradição) não tem a mínima preparação para conter tal tipo de manifestação democrática. Aliás, Militar sabe que molesta é democracia?

A situação ainda fica mais melindrosa quando vem à baila a facção da PM destinada a conter a manifestação pacífica estudantil, o “Choque” não é para este tipo de operação, este braço da polícia é para incursões de alto risco, locais onde a polícia convencional não consegue ir, a exemplo, a invasão de presídios. Jamais agir com o intuito de trucidar estudantes, os quais estão “munidos com armas letais”, como mochilas, livros e cadernos.

Jogar a culpa na despreparada Polícia Militar da Paraíba não é solução para as exigências, e muito menos para se achar os culpados, os condenados não estão na hierarquia da PM, soldados apenas marcham com a cabeça de papel, e se não marcharem direito, vão presos pro quartel... O verdadeiro porrete foi dado pelo Prefeito e seus comparsas, foram estes que acionaram a violência institucionalizada da polícia.

Outra questão repugnante do imbróglio advindo com o reajuste das passagens, surge através da omissão dos veículos de (des)comunicação subservientes ao PMDB, a cobertura dos levantes estudantis está limitada a rede de notícia alinhada ao grupo deposto do Governo Estadual, não nos cabe medir quem é pior, o que é válido, é aproveitar a brecha deixada pela disputa intra-oligárquica e usufruir do aparato midiático opositor a gestão municipal. Agudar o movimento, ir até os vereadores de oposição com o objetivo de jogar o balde de insatisfações na sarjeta da política local, enfim, por lenha na fogueira. Porque desestabilizar o adversário é o caminho mais curto para a vitória.

Desta maneira, notícias escabrosas vêm à tona, como o curioso fato da esposa do Magistrado que ratificou o aumento da tarifa interurbana, ter sido comissionada na Prefeitura Municipal de Campina Grande, durante o primeiro governo da família Vital do Rêgo.

Apesar de todos os pesares, o primeiro passo foi dado, paralisar as principais ruas de acesso ao Centro foi de fundamental importância, agora ampliar o debate é fundamental.

Força, coragem e organização aos estudantes de Campina!

quinta-feira, 19 de março de 2009

D.Maranhão I x Montesquieu


Há duzentos anos, no transcurso do Século das Luzes, o ilustrado Montesquieu inventou a mola mestra da democracia burguesa, a idéia da tripartição dos poderes, onde, executivo, legislativo e judiciário dividem o poderio na república,um servindo de contrapeso para os demais, assim, o filósofo francês imaginou ser capaz de controlar, ou melhor, adestrar a democracia.

Pena que Montesquieu não viveu o suficiente para visitar a Paraíba. Infelizmente, este pensador não conheceu o atual governador do estado nordestino supracitado.

D.Maranhão I desafia esta “harmonização do poder”, quando se insinua e oferenda ao judiciário cargos na administração estadual, chegando ao cúmulo de agraciar com uma singela vaguinha na folha de comissionados, o filho de um dos juízes que votou a favor da cassação do Czar Cunha Lima, o pimpolho Rafael Dantas Valengo, recebeu o pomposo ofício de Gestor de Programa Estruturante, órgão diretamente ligado ao Gabinete do Governador.

Com isso, Vossa Majestade põe em prática o Poder Moderador, influenciando nas medidas do judiciário, o qual, inquestionavelmente, vai se alinhando ao império peemedebista em nosso estado. A troca de favores deixa sutilmente de ser travestida, e passa, a perder a vergonha, publicamente através do Diário Oficial as nomeações estão a todo vapor, e mesmo com a imprensa oposicionista estando de olho, D.Maranhão I segue distribuindo sua gratidão aos algozes do monarca cassado.

Outra figurinha atuante no processo de deposição tucana foi agraciada, a genitora do Procurador Regional Eleitoral, José Guilherme Ferraz, foi premiada com uma promoção na Secretaria de Educação.

E para encerrar os contemplados pelo Consórcio Real, a atual Defensora Geral do Estado, indicada pelo imperador-governador, a Baronesa Fátima Lopes Correia Lima, também havia atuado como magistrada na sessão que decretou a cassação peessedebista na Paraíba.

Mas, pra quem está achando pouco as nomeações ainda não pararam, mesmo com a brasa da cassação a mais de 100°C, o Imperador continua a nomear paladinos da justiça, imagine depois que a poeira baixar? Aliás, nestas nomeações que seguem em curso, só falta aparecer algum felicitado com um cargo na máquina administrativa estadual, qualquer felizardo, de sobrenome Grau ou Barboza.

Tamanha está a articulação do PMDB com o judiciário, que é de se desconfiar, o fato pelo qual a audiência para a apreciação do processo de cassação contra o Príncipe Regente Veneziano Vital do Rego Segundo Neto (ufa!), já foi adiada por quatro vezes consecutivas, e, atualmente, espera por mais um drible da banca de advogados do nobre campinense, com o nítido intuito de procrastinar o julgamento.

Como toda corrente política, o “Conselho de Estado” orquestrado por D.Maranhão I não parou no tempo,vem evoluindo, pois se nos idos do século XIX D.Pedro I se limitou a “moderar” o legislativo e o judiciário, o Soberano paraibano inova. Além de meter o dedo médio nestes citados poderes, amplia seus tentáculos, por meio da distribuição de cargos entre a mídia vinculada ao PMDB, daí adivinha quem aparece com as portarias? A família Cavalcanti. Lembra? Aquele povo do “descompromissado” Sistema Correio.

A esposa do digníssimo proprietário do Correio, Sir Roberto Cavalcanti, ganhou sua lasquinha no estado, com a nomeação para gestora do Programa do Artesanato Paraibano, a cara metade do Senador Biônico ficou tão, mais tão feliz que trouxe seu irmão para lhe fazer companhia no novo emprego, o Infante Achilles Leal Filho, ganhou sua vaga na Superintendência do Instituto de Desenvolvimento Municipal e Estadual (Ideme).

Ah! Já que o tema é o tour dos comunicadores maranhistas na gestão estadual, não poderíamos deixar de destacar a ex-editora chefe do Jornal Correio da Paraíba, a atual Condessa Lena Guimarães, acabou por ganhar seu condado no Reich de D.Maranhão I, como Secretária de Comunicação de Sua Majestade.

Aos antigos nobres e atuais plebeus cassistas, só resta assistir o deleite peemedebista, e ansiosamente aguardar o Return of the King. Papel que não é tão desprestigiado, afinal, quem segura as colunas do trono é mesmo o povo humilde, que não tem como enobrecer o sangue com um cargo de chefia no Estado, e em meio a briga de Dinastias fica sempre como o Bobo da Corte.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Ricardo & O Trem


Nas últimas semanas a peleja que começou com um, a priori, simples desentendimento entre Coutinho e o Dep. Guilherme Almeida, acabou por ganhar dimensões consideráveis.

Ao começar pelo fato da imediata aceitação do deputado campinense ao convite feito pelo governador para assumir a Secretaria de Interiorização do Estado. A partir do momento que Guilherme disse sim ao Zé, atropelou o núcleo da bancada em JP, e mais, não só ignorou a direção do Partido, como “peitou” e venceu a turma de Ricardo.

Com o desfecho que vai se delineando neste caso, Coutinho saiu enfraquecido, um Deputado Estadual simplesmente fechou os olhos para suas indicações, e estar para assumir o cargo no Estado, a contragosto do presidente do partido e Prefeito da Capital.

A apresentação do transtorno já foi feita. O meu objetivo neste texto não é enfocar esta querela, mas, as suas perigosas conseqüências.

Coutinho perdeu seu primeiro embate dentro do pequeno PSB, e foi derrotado numa hora inadequada, até outubro do próximo ano, todas as atitudes dele produzirão conseqüências diretas no resultado do pleito que se aproxima. E no primeiro teste, a turma da Capital foi reprovada.

Imagine que se dentro do pequenino PSB os ricardistas não conseguem colocar ordem na casa, como será para fechar a chapa sem apoio de outros partidos?

Simplesmente terá uma chapa fadada a derrota! Trocando em miúdos, a turma de Ricardo “está pensando que o céu é perto”, estão achando que sozinhos irão estacionar o trem no Palácio da Redenção. Ledo engano.

A solidão é inimiga da política, até o momento, o PSB só tem como aliado com vistas a 2010 o mini, mini, mini PC do B, o qual, sinceramente, tem peso eleitoral nulo.

Os entusiastas da candidatura socialista sonham com o apoio do fraco PT, partido que apesar de estar na Presidência da República, tem expressão fraquíssima na Paraíba, com apenas um misero Deputado Federal e dois Deputados Estaduais. E mesmo não possuindo grandes virtudes, o PT está lost in love pelo esperto José Maranhão, a parte da legenda que delibera apoios já está quase toda devidamente comissionada no Estado.

Outro possível aliado é o dividido PTB de Armando Abílio, só este Deputado Federal com expressão na legenda 14, insiste no apoio a Ricardo, ao mesmo tempo, que conclama a participação de Cássio na mesma chapa. Aí está a questão mais delicada em relação ao próximo ano. Cássio e Coutinho devem (vão) subir no altar?

Sinceramente, contra este matrimônio até o momento só consegui visualizar dois setores:

1° Os que eu mais respeito, as lideranças sem voto socialistas em João Pessoa, pessoas as quais insistem numa visão “romântica” da política, acham que pelo simples fato de Coutinho ser o candidato com visão progressista da máquina pública vai chegar ao Governo, e que, a Paraíba subitamente vai enxergar a necessidade de quebrar esta viciosa dualidade, entre cassistas e maranhistas. Mais uma vez: ledo engano.

2º Os que mais me enoja, os comissionados do PMDB, seja na PMCG ou no Governo Estadual, este outro setor insiste que Coutinho perderá votos numa possível aliança com Cássio. Também não faz o menor sentido. Para a tristeza de muita gente, o governador cassado saiu com um capital político interessante, cerca de 69% de aprovação e mais de 75% da população contra a sua cassação. Números confirmados por dezenas de enquetes seja, na rádio, TV ou internet.

Os números das últimas eleições estaduais também não jogam a favor do edil pessoense, em 2006 para se eleger governador Cássio obteve mais de um milhão de votos, Coutinho nas eleições municipais obteve pouco mais de 262 mil. É claro que numa eleição municipal a votação socialista foi fantástica, agora, numa disputa estadual não chega a representar 1/10 dos votos validados em 2006.

A “união” com Cássio se faz mais do que necessária. O bloco da “capitá”, tende a querer insistir na carreira solo, estão a confundir as eleições municipais, com a complexa disputa a nível estadual.

Aliás, quem mais sairá ganhando com o casamento nem é o clã Cunha Lima, o ex-governador já está com o mandato de Senador de baixo do braço, com ou sem Ricardo, Cássio facilmente vai ser o Senador mais votado em 2010. A ajuda é inversa, RICARDO que PRECISA do empurrão campinense (se é que a família Cunha Lima quer realmente apoiá-lo). Pois, se a citada união no PSB nunca passou pelo Conselho Deliberativo do Partido, no ninho tucano pior ainda.

Enquanto a uma provável ostracização de Coutinho com esta aliança, também não faz sentido, mesmo porque, o maquinista (cabeça de chapa) será Ricardo, ele comandará o trem, e se por ventura, algum vagão descarrilar, caberá tão somente a Coutinho decidir se a carga deve ser tombada.

Montar um programa de campanha baseado nas benesses do Prefeito da Capital, em outros Estados até que poderia ser uma barbada eleitoral, mas aqui na Paraíba, a História recente foi/é marcada pela influência de políticos com atuação no interior, sobretudo, no Compartimento da Borborema.

O “interiorzinho” não vai votar em RC só porque ele é magro, usa óculos e parece com o Smeagol. O processo de encantamento com o eleitorado interiorano é mais complexo que o da capital. Exige articulações com sem número de prefeitos e deputados estaduais, justamente o que o PSB não tem.

O trem pecebista está sendo motivo de chacota nas Estações Interioranas, permanece a vagar pelos trilhos do agreste até o sertão, com os contêineres vazios. Enquanto a Maria Fumaça socialista trafega movida a carvão, o trem-bala maranhista atravessa todo o Estado com inúmeros tripulantes se espremendo em seus corredores refrigerados.

Quem está na oposição, não pode se dar o luxo de escolher passageiros, RC deve carimbar o passaporte de todos aqueles que se sintam encantados pela fumacinha exalada através da chaminé socialista, até mesmo, transeuntes libidinosos, os quais, estejam atravessando a ferrovia, a exemplo, os lacaios da ARENA, Ooops...desculpa, o PFL, eita! Errei de novo! Os colegas do DEM (agora sim).

Está na hora de Coutinho abaixar a cabeça (enquanto é tempo), e ver, que se manter esta postura sisuda vai perder o trem de 2010.

quarta-feira, 4 de março de 2009

A Dança das cadeiras e a caça as bruxas


O Universo infantil está presente no cenário político paraibano. Mal Casse-o perdeu a caneta, a pitoresca mão dos aliados do Zé brigam para abocanhar a máquina estadual.

Neste mundo infantil, no cerne da ilusão democrática brasileira, por ingenuidade, ou pura maldade, sobretudo os novos beneficiados (apadrinhados), funcionários públicos instantâneos, ou o termo vulgar, comissionados. Pentelham nos bares, universidades, em correntes de e-mail, etc. etc. e etc. A sanidade mental do eleitor paraibano, querendo fazer ganhar contornos de liberdade, a tomada de poder pelo PMDB, a sua repentina alegria de um contracheque na folha de comissionados no Estado não tem nada haver com a aparente vitória da democracia com a eleição peculiar do Zé, o qual como uma criança que teve seu brinquedo roubado (o Estado) foi chorar no colo do titio (TRE-PB).

Creio que foi neste prisma de entender o eleitorado como criança que o falecido governador Casse-o criou a “Ciranda de Serviços”, que também entrou nos autos do processo de sua cassação.

Porém, a questão que me chama atenção atualmente é este efeito salvador, o qual vem sendo erguido de forma nada despropositada pelos correligionários peemedebistas, usando as mesmas táticas vis utilizadas pelo grupo deposto.

Daí aparece sempre uma curiosa coincidência, estes senhores que nos torram a paciência gritando mais alto que a Marselhesa a época da França revolucionária, são as mesmas pessoas que fazem do erário público sua fonte de renda, ao ocupar os famigerados e já citados “cargos comissionados”, muitos dos quais nem vão a repartição dar o ar da graça. Mas são os primeiros a cantar o tema da vitória quando seu candidato-patrão conquista o poder, movidos pela sede de colocarem suas boquinhas desdentadas nos mamilos do Estado.

E nesta tendência infantil a briga pelo brinquedo chamado máquina pública pega fogo, a caça as bruxas está correndo a solta no playground paraibano. Todo comissionado até que se prove o contrário é um cassista, nem o Dops no auge da ditadura foi tão atuante, mas se nos idos de 1970 foi a pane anti-comunista, hoje na Paraíba o que alimenta este denuncismo tosco, é a sede de tomar o contracheque do comissionado amarelo alvejado.

A começar pelo “critério” utilizado para as nomeações, sejam estas em que escalão for...Lhes digo sobre qual “juízo” é feito a escolha. O novo funcionário estadual é escolhido pelas seguintes formas:

1° Lealdade: As figuras que estiveram “fielmente” ao lado do Zé ao longo dos seis anos que a Múmia esteve fora do poder;

2° Recompensa de favores: Agrado aos patrocinadores de campanha, figuras prestigiosas que nos últimos anos patrocinaram os candidatos vinculados ao Zé pela Paraíba afora;

3° Informantes: Funcionários concursados (ou não) que mantiveram o Zé bem informado sobre o que se passava no Estado durante sua ausência;

4º Defensores: Geralmente jornalistas que trabalharam na acusação dos desmandos da administração anterior, ao passo, que clamavam pelo julgamento de Casse-o (não sei o porquê, mas acho que estas vagas vão ser preenchidas do porteiro ao proprietário do Sistema Correio);

5°Cabos Eleitorais: Aquelas figurinhas que em época de campanha ficam enchendo o saco pra você votar no Zé, nem vou detalhar esse povo porque almocei há pouco tempo...

Veja que em nenhum destes “critérios” passa a questão da competência, note que a enxurrada de nomeações que estão em curso, sempre infelizmente segue os pontos destacados. É o personalismo que na Paraíba se revigora e perpetua, a exemplo da mesma falta de compromisso com a máquina pública da administração cassada, independente de qual figura carismática venha a estar no poder.

São tantas crianças pentelhando os ouvidos cabeludos de Maranhão, que o papai-governador resolveu esta semana dar uma escapulida até Brasília, para se livrar temporariamente do “pede-pede”, seguido, dos gritos agudos dos “bebês” querendo mamar.

Urge na Paraíba a necessidade em se construir uma liderança autônoma e adulta, livre destes laços clientelísticos, que infelizmente, são de longe a principal característica da política estadual.

Enquanto isso, eles continuam pensando que nós somos crianças...

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

A primeira Hagada a gente nunca esquece...


Para quem não vem acompanhando a politicagem, eis a frase relinchada por Ricardo Coutinho a respeito de José Maranhão que inspirou este artigo: “E agora nomeou igualmente um deputado do partido para uma secretariazinha de interior lá em Campina Grande”, disparou o prefeito, se referindo à convocação de Guilherme Almeida para a Secretaria de Interiorização do Estado da Paraíba.

O bairrismo na Paraíba é forte e por inúmeras vezes beneficiou o conglomerado Cunha Lima, o discurso de João Pessoa contra Campina Grande, sempre foi um belo filão de votos para aquela família.

O Prefeito da Capital como pretenso candidato ao Governo do Estado no ano vindouro, é “naturalmente” um “inimigo de Campina”, pelo simples fato de chefiar o executivo pessoense, e claro que este argumento passional e irracional, mais cedo ou mais tarde, seria usado contra Coutinho. Só não esperava que o próprio Ricardo fosse deflagrá-lo.

Logo pela manhã de hoje as rádios campinenses dedicaram programas inteiros a declaração de RC, e nem vou mencionar os "contra-ataques" dos ouvintes pelo telefone...

É óbvio que a declaração estúpida e infeliz, não foi previamente planejada, nem intencionalmente relinchada. Foi, de fato, um pequeno deslize, ao falar com duas pessoas simultaneamente, o prefeito deixou o celular ligado e foi atender uma segunda chamada, deixou o celular com o jornalista em espera, resultado? O Cara gravou tudo, inclusive, a declaração infantil de Ricardo.

A disputa no próximo ano será quase toda destinada ao interior do Estado, dentro da grande João Pessoa, PSB e PMDB irão dividir entre si a massa dos votos, provavelmente uma repartição de 55% a 45% dos sufrágios para cada partido. O que vai decidir é o interior paraibano.

E por falar nos confins da Paraíba, é justamente onde a figura de Coutinho é extremamente fraca. O trabalho do PSB deve se orientar com o objetivo primordial em fortalecer a frágil imagem de RC em Campina, e no que diz respeito ao Cariri e Sertão, começar literalmente do zero, apresentar o Prefeito da Capital a essas regiões, as quais, mal sabem da sua existência.

Na verdade, a disputa rumo a 2010 já começou, daqui pra frente o PMDB não medirá esforços com o objetivo de desarticular o bloco ricardista, a cassação tucana acabou por dar inicio ao pleito antes do hora. A tênue e delicada aliança das "antigas oposições" está com os dias contados... A desestabilização da Prefeitura de João Pessoa a partir de agora será constante.

O nanico PSB deseja alçar vôos gigantes, apesar de acreditar na viabilidade da candidatura de Ricardo Coutinho, acredito que o caminho até o Palácio da Redenção é muito mais turvo que os partidários do prefeito imaginam.

As lideranças socialistas de âmbito estadual são mais ligadas ao PMDB do que ao próprio Ricardo. E é por conta deste distanciamento, que eclodiu esta pequena crise no terreiro socialista, se bem que chamar Marcondes Gadelha, Guilherme Almeida e Manoel Júnior de socialistas é tão complicado quanto chamar Paulo Maluf de honesto.

Uma declaração como a rajada de excrementos que abriu este pequeno artigo, só vem a complicar a difícil jornada de levar o nome do PSB ao interior paraibano. Daí você já sabe, a primeira a gente nunca esquece:


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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O Último Samba(?)


A trajetória política do moço da foto aí de cima, foi marcada por uma sucessão de vitórias, Deputado Federal mais jovem do Brasil em 1986, prefeito em 1988, e no período de 1996 a 2002 mais dois mandatos para o executivo campinense. Uma carreira meteórica e inquestionável.

A grande mudança se deu após a chegada ao maior anseio de qualquer político, o governo estadual, chegou ao auge com a eleição ao governo em 2002, e explodiu o percurso eleitoral com a reeleição em 2006. Tudo parecia caminhar as mil maravilhas, o fato até então era esse, o resto se resumia a intriga da oposição.

O céu de brigadeiro começou a embaçar com a perca de uma parte da cozinha de sua mãe, Glória Cunha Lima, a perca da Prefeitura de Campina, a qual acabou por gerar o primeiro grande abalo sísmico na parentela de Ronaldo.

Muito tem se falado dos meios utilizados para se manter por tanto tempo no poder, assim, aparece todo um bastidor, onde a falta de escrúpulos é a principal característica. Utilizar e descartar “aliados”, patrocinar campanha com dinheiro público, não separar o limite do banheiro de casa com o gabinete do Executivo, as licitações fraudulentas, os famosos 15% de comissão sobre as empreiteiras, as nomeações para secretariado sem levar em conta a competência, a distribuição de cargos comissionados sem o mínimo critério e etc.

Um dos atos mais repugnantes e mandonistas, se perfaz com o nome da parentela em obras públicas, as cretinas auto-homenagens tão peculiar a família encabeçada por Ronaldo José da Cunha Lima. Desta maneira, o sucesso do pagodeiro sorridente, parece que não foi tão “brilhante”.

Entretanto, outra questão vem à tona. Dos 26 estados brasileiros, qual o político que não seguiu o bê-á-bá postulado nos parágrafos anteriores?

O principal problema não é apenas o político Cássio, mas o sistema no qual ele está inserido. A “democracia” no Brasil funciona torta e cheia de vícios, ou o sujeito entra na dança, ou, se mantém alheio a tal carreira. Não há como uma freira se manter virgem em meio a tantos tarados soltos pela relva.

A democracia burguesa é espúria, as mesmas vias utilizadas pelo governador cassado para chegar e se manter no poder, também são trilhadas por toda corja peemedebista & Cia. Por mais radical e insano que venha a soar, o discurso do PSOL (a época com o fraco Davi Lobão como candidato), é o que consegue chegar mais próximo da realidade caótica, que de tanto vivermos dentro dela parece até normal sair um governador cassado por uso promocional da máquina pública, e entrar, um segundo que já responde por oito processos de cassação contra o cargo que acabou de assumir. Fica explícito o quão é pobre a política paraibana.

A exemplo dos ensinamentos do grande professor Damião de Lima, para se entender o caos que estamos vivendo temos que retroceder para compreender o que está se passando agora, não obstante, vamos voltar ao pleito onde se originou todo esse moído.

A reeleição em 2006 foi de uma disputa acirradíssima, tão grande, que antigos pactos “não declarados” entre as oligarquias foram quebrados, entre eles, de aceitar a derrota, não recorrer ao judiciário. “Pacto” desfeito a partir do momento que a linhagem Maranhista foi reclamar dos excessos cometido pela candidatura oficial do estado ao TRE.

O processo que muitos acreditavam dar em pizza, acabou por cozinhar uma feijoada com direito a folhas de louro, salsinha, paio e orelha de porco. A indigestão para o clã Cunha Lima foi enorme, maior que qualquer efeito analgésico do Sonrisal. E agora? Do que será de hoje em diante?

O poder de qualquer político se dar com base na extensão de seu abraço, e fora do executivo, os afagos Cassistas são bem menores, imagine quantos contracheques não estão mais sob o julgo Cunha Lima, pense quantas licitações vão deixar de passar pela sua tutela. Tudo isso é um ônus gigante, o qual, uma “simples” eleição ao senado em 2010 não será capaz de tapar o rombo.

Todo e qualquer exercício de adivinhação em política é bastante delicado, os cenários são redesenhados com uma rapidez fugaz, para quem não se lembra em 2006, Cássio havia entrado na disputa sem a menor chance de reeleição, todas as pesquisas apontavam a vantagem de Maranhão, e no final das contas todo mundo já sabe o resultado...

O fato é que Cássio entra em off, vai perder espaço na mídia tanto pelo Governo Maranhão, como também, pelo crescimento da imagem de Coutinho, e agora mais do que em qualquer outro momento, vai ter que mostrar mais uma vez habilidade na politicagem para se sobressair a conjuntura que lhe é extremamente contrária. Se vai conseguir? Só o tempo dirá.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

A Vingança do Zé


A política é cheia de atos estranhos, a anulação dos votos do X-governador Casse-o, acabou por premiar as articulações paralelas ao Executivo, pois não é surpresa para as pessoas que acompanham o cotidiano politiqueiro, o relacionamento um tanto o quanto, mais que amistoso entre a cúpula do PMDB estadual e o Judiciário, questão a qual se torna ainda mais proeminente quando vem a baila a postura da notável influência do Senador Sarney frente a Suprema Corte brasileira.

Este processo após percorrer a via crucis chega ao fim antes da páscoa, o “cristo” já foi alvejado, agora resta-nos o novo messias, um senhor de pouco mais de 70 anos e menos de 1,70m de altura, São José Maranhão. Entretanto, como ele conseguiu?

Não consigo imaginar a tomada do poder pelo PMDB sem levar em conta a intensa manifestação do Sistema Correio, particularmente, creio ser em disparado (logo depois da insanidade da curriola cassista), o principal responsável por todo o processo de cassação. Para tanto, vamos rebobinar a fita...

Após o término da disputa em 2006, no dia seguinte a promulgação do resultado, o Correio, seja na rádio, TV ou jornal escrito, já “denunciava” a distribuição, inclusive, estampando na capa de seu jornal cópias do famoso Cheque FAC, mais conhecido como o Força para Ativar Cassação. Toda uma cartilha de pressão ao judiciário foi montada, e nestes últimos 26 meses, não houve um único dia que a cassação não entrasse nos noticiários daquele sistema de informação. Daí surge outra questão, mas por que tanto interesse?

Motivos para tanto não faltam, contudo, para não ser cansativo basta elencar dois:

1º As imensas quantias das verbas publicitárias, não só com a veiculação de informes do governo, como também, na produção das chamadas. Podem acreditar, milhões são gastos com este fim, agora boa parte deste montante estará depositado na conta do Sr. Roberto Cavalcanti.

2º O já citado proprietário do Sistema Correio precisa da famigerada imunidade (não seria impunidade?) parlamentar, os processos que correm contra a sua pessoa haviam sido retomados em janeiro deste ano, agora com sua chegada ao Senado, irão encalhar até quando só Deus sabe...

Contra o proprietário deste mini império de comunicação, pesam mais de 90 processos judiciais (olha que arredondei pra menos), de toda ordem que você possa imaginar, Cavalcanti tem ações que vão desde corrupção ativa, estelionato a formação de quadrilha, em nada mais, nada menos, que três estados (Paraíba, Pernambuco e Rio de Janeiro), sem contar os processos na Justiça Federal. Se tem alguém achando pouco, só no processo conhecido como “escândalo da fazenda”, foram mais de R$ 500 milhões sonegados, o ilustre Senador Biônico, é filiado ao PRB (o partido da Igreja Universal) cujas fileiras estão o Bispo Marcelo Crivella e Edir Macedo. Talvez, se o justiceiro Joaquim soubesse das conseqüências da posse imediata do Zé, teria diplomado o único candidato que não utilizou máquina alguma, Davi Lobão.

O Sistema Correio conseguiu algo espetacular, conseguiu manter na mídia um político que já estava há 6 anos longe do Executivo, o qual passou desapercebido no Congresso, e por abordar este tema, durante o ano de 2008 o Senador Maranhão recebeu mais de R$ 33 milhões, entre salários e verbas de gabinete, em compensação apresentou 1 requerimento naquela Casa legislativa, e adivinhe sobre o quê era? Lhes digo: homenagem ao transcurso de 10 anos do falecimento de Humberto Lucena. Uma participação pífia no Senado que não atrapalhou sua aparência como líder político.

A posição de Maranhão como cacique se faz bastante curiosa, o senador-governador não sabe nem sequer montar a chapa, havia escolhido como vice um personagem que atua na zona a qual o próprio Zé é forte (a grande João Pessoa), ignorando na composição da majoritária regiões onde sua presença é fraca, como o compartimento da Borborema. No período eleitoral se “amarra com recursos” em benefício de sua própria candidatura, e ainda, é péssimo nas aparições midiáticas, como nos debates, e mesmo assim é incontestavelmente um líder estadual, graças a quem? O Sistema Correio.

Só a título de curiosidade, vale lembrar que este inimigo cruel do clã Cunha Lima já foi um íntimo aliado, a época do Governo Ronaldo, o Correio funcionava como espécie de panfleto partidário do PMDB, que naquela ocasião dominado de maneira absoluta pelo então governador Cunha Lima, o ódio contra esta família, só surgiu após o racha em 1997, quando Cavalcanti, preferiu se manter ao lado do Diário Oficial a ficar esperando um retorno de Ronaldo a governança estadual.

Destarte, o trabalho já foi concluído, Casse-o foi deposto, se foi por incompetência do PSDB ou não é outra história, o que quer se abordar aqui, é o poder do aparato comunicativo do Correio. Como já havia dito no artigo anterior, ratifico, o alvo agora está nas costas de Coutinho, afinal, só o socialista pode(rá)impedir a reeleição do Zé.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O Carnaval do Zé


Agora é com o “rapazin” aí do lado, em definitivo O VÉI VOLTOU...
Ô abre alas que ele quer passar...


Em homenagem ao New Governation, se faz necessário voltarmos as marchinhas de carnaval para entender como será sua administração, sobretudo, a partir dos festejos que se iniciam na próxima sexta.

Pois bem. Se for para entrar no ritmo do Zé, vamos começar com o refrão que a essas horas deve estar a ponto de explodir o telefone do PMDB na capital:

Vai ter que dar, vai ter que dar, pam pam pam... lembra?

O Zé já está fazendo a sua distribuição de benesses dando pra todo mundo... Cargos comissionados, é claro!

A (re) divisão da máquina já começou, aliás, está em curso desde a cassação no TRE, agora passa pelo processo de agravamento, quem nestes últimos anos segurou a onda, guardou o confete e a serpentina, neste instante, além de soltar os adereços, começa a dar as caras, querendo o seu torrão na burocracia estadual.

Mamãe eu quero, mamãe eu quero, mamãe eu quero mamar!

Quem estava mamando no estado perdeu a teta, quem ta chegando vem com a boca seca para se deleitar nas finanças na máquina estadual, além do mais, o governador eleito pelo TSE não terá condições de negar nada aos companheiros, por dois motivos simples:

1° Para manter a oposição coesa encheu de promessas os aliados, agora é hora da recompensa.

2° Ano que vem tem eleições, a disputa contra Coutinho começou a 00:00 de hoje, e todo arsenal já se faz válido.

Olha a cabeleira do Zezé...Será que ele é? Será que ele é?

Os deputados que são (ou eram) oposição, neste exato momento, estão sofrendo uma séria crise de identidade, quantos pularão para jangada do Zé? Ninguém sabe mais quem é quem... O caos politiqueiro é total, a debandada só não vai ser maior por conta da disputa no próximo ano. Afinal, se o Zé perder a reeleição?

Talvez pelo fato elencado no parágrafo anterior, ao confirmar a cassação, a rádio correio já soava os jingles de 2006, seus jornalistas já encampavam o discurso da “reconstrução”, que “obviamente”, não será capaz de ser realizada em apenas 1 ano e 10 meses de governo, o Zé vai precisar de mais tempo. Portanto, desde já não estranhe a metralhadora do Sistema Correio ser apontada para o prefeito da capital.

Allah-la-ô, ô ô ô ô ô ô, Mas que calor, ô ô ô ô ô ô...

A cadeira do Palácio da Redenção pega fogo, o governador caçado já não consegue colocar seus glúteos no assento governamental, é hora de juntar os “panos-de-bunda”, hastear a bandeira branca e soltar a caneta, a hora já chegou, o dia já raiou, deve-se ir embora.

E nem adianta o chororô no STF, a possibilidade de uma virada de mesa é simplesmente nula, ah... E agora também não vale colocar o protetor e fugir do sol, a cara já está queimada. Só resta a Cássio curtir a marquinha de biquíni, porque o governo já era!

Para quem não acreditava que a pipa do vovô não subia mais, (fique sabendo que)
o vovô (não) foi passado pra trás!