quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Sobre a PEC dos Vereadores

Tema que está em todo o noticiário, com a aprovação desta Emenda, achamos oportuno expor novamente nosso ponto de vista sobre a citada questão, por meio de um texto já publicado neste espaço, segue o link:

http://politiqueironaparaiba.blogspot.com/2008/12/ainda-cabe-mais-gente.html

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Ele voltou...


Com a chegada do ex-governador ao Brasil, (de barba e cabelo grisalho) o caos político terá inicio, de agora em diante uma enxurrada de boataria ganhará corpo na politicagem estadual. E mais uma vez a pergunta que insiste em não calar: PSDB e PSB, ou melhor, Cássio e Ricardo casam ou vão ficar só no namorico?

Sinceramente, como posto no parágrafo anterior não acredito no casório, para tal matrimônio ser concretizado, se faz necessário a desfiliação Cunha Lima do PSDB, o que não é tão simples, afinal o presidenciável Serra não pode ficar sem palanque na Paraíba. Daí para mandar confeccionar o véu e a grinalda os tucanos de Campina devem migrar para o PTB, ou outro partido que já fechou com o noivo da Capital.

A situação no litoral paraibano não está das melhores, a debandada socialista rumo ao affair maranhista em questão de dias, aliás, bem pouco tempo indubitavelmente ocorrerá. Além de Manoel Júnior e Guilherme Almeida, uma “ruma” de gente já declarou amor incondicional ao PMDB, entre os apaixonados seguem, Marcondes Gadelha e os deputados estaduais Leonardo Gadelha, Carlos Batinga, e Expedito Pereira. Ou seja, quem tem mandato no PSB está pulando fora do barco.

Porém, por mais alarmante que esta constatação pode vir a ser, as delicadas deserções já eram esperadas, a grande questão é o fato da fidelidade partidária amarrar pelo colarinho essa turma recém (?) peemedebista. Mas, aparece outro “no entanto”, pois mesmo algemados pelo cabresto da tal “fidelidade”, essas “noivas abandonadas” podem rachar o pequenino e dividido PSB, assim, de dentro da legenda minar a marcha nupcial de Ricardo rumo ao altar do Palácio da Redenção.

Tão antigo é esse imbróglio que usufruindo dos poderes paranormais a minha pessoa atribuídos, já havia “profetizado” este quebra-pau socialista desde o inicio do ano, inclusive postulado em outro artigo(http://politiqueironaparaiba.blogspot.com/2009/03/ricardo-o-trem.html).

O fato central agora é o posicionamento de Cássio, para onde e como ele vai... Por enquanto impossível de prever. O Eremita após o retiro espiritual nos E.U.A, volta com astúcia suficiente pra chacoalhar o tabuleiro político, é esperar para ver.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Bolsa Cassação


Pois é, mais um passo rumo a cassação do Prefeito de Campina. Como já era de amplo conhecimento para muita gente, os processos que clamam pela degola do peemedebista correm a solta, o imbróglio do cheque da saúde há tempos tramita na justiça eleitoral.

O “moído” novo se dar por meio do mais recente pedido de cassação, e pior ainda, novamente a solicitação não foi feita pela oposição, mas diretamente pelo Ministério Público, o problema do momento é a perigosa e complicada associação da imagem de Veneziano com o Presidente da República.

Ora! Por si só esta “ligação” não tem nada demais! Se o Presidente é barbudo e o Prefeito cabeludo, está tudo em paz, o estresse surge quando o edil campinense se deleita nos programas assistencialistas do Governo Federal, eis o Bolsa Família, como elencou o promotor eleitoral “descaradamente utilizado como forma de atrair sufrágios para o candidato do PMDB”.

Essa “vinculação” chegou ao achincalhe quando no Guia Eleitoral peemedebista no carismático quadro “Veneziano mudou minha vida”, o Prefeito foi a casa de um pintor atendido pelo citado programa federal, e com todas as letras diz “para o Bolsa Família continuar é necessário que nós continuemos a frente da PMCG”.

Todavia, não foi somente a frase no mínimo dúbia dita pelo Prefeito que causou a solicitação do Ministério Público, além da delicada citação televisionada, durante as passeatas e manifestações conexas, amplo material ligando a candidatura peemedebista as benesses presidenciáveis foi usado sem a menor restrição, a exemplo, matéria divulgada com abrangência nacional a época do pleito, o portal Folhaonline, mostrou faixas carregadas por correligionários do Prefeito com dizeres “Pela manutenção do Bolsa Família voto em Vené”.

É fato que na acirrada disputa do até então improvável 2º turno, toda a picaretagem é posta em prática, as promessas mais estapafúrdias são vomitadas por ambas as partes, porém, este desespero por vezes pode vir a causar complicações posteriores (vide o caso tucano na Paraíba).

O processo para a retirada de um chefe do Executivo é lento, aliás, como foi dito no primeiro parágrafo deste artigo, o caso do cheque da saúde ainda está em lenta tramitação, e para sorte ou azar de Campina, o partido que atualmente governa nosso Estado, está (in)devidamente articulado com o judiciário.

Portanto, cabe agora esperar...

terça-feira, 9 de junho de 2009

A Hora da Limpeza


O Tribunal Superior Eleitoral tascou mais uma “surpresa” no eleitorado paraibano. Precisamente no povo de Bayeux(?), o então prefeito-jornalista-sensacionalista do Sistema Correio, Jota Júnior, perdeu a caneta!

A questão não é simplesmente a cassação do prefeito da Grande João Pessoa, mas a confusa disputa naquele município em 2008. Ao serem lançadas duas candidaturas “pró-Sistema Correio”, o aparato midiático do Senador Cavalcanti, ficou dividido entre seu tradicional vassalo Jota Jr. e o desconfiado socialista Expedito Pereira. Disputa esta que acabou gerando séria instabilidade entre a turma do Correio e o prefeito cassado.

Também devemos lembrar que Jota não foi cassado por conta do pleito de 2008, e sim, pelo apoio descarado a eleição de seu irmão para Deputado Estadual em 2006, onde a utilização da máquina municipal foi fato comum, chegando ao extremo de coletar títulos de eleitor entre os comissionados da Prefeitura.

Os pormenores da cassação estão sendo destrinchados pelos meios de comunicação oficiais, o que nos chama atenção neste momento, é a ratificação das conseqüências oriundas da retirada de Cássio Cunha Lima do poder.

O precedente foi aberto, cada vez será mais comum estas “exonerações súbitas”, as eleições não terminam apenas com a contagem dos votos... Numa eleição disputada, a pendenga judicial sempre será uma espécie de “prorrogação do campeonato”.

Jota Júnior foi apenas o primeiro da extensa lista de prefeitos paraibanos com a batata assando no TRE/TSE. Assim, caso eu fosse prefeito e tivesse com pedidos de inelegibilidade contra minha pessoa, já iria colocando as barbas (ou a cabeleira) de molho... Pois a limpeza ainda não terminou.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Educação, politicagem e um Jumento


Bom, a falta de simpatia do Governador Maranhão pela Educação já era conhecimento de todos. De fato, o Ensino não é o forte deste senhor, porém, aliar o desinteresse pelo tema a questões politiqueiras é a primeira “novidade” deste governo.

A UEPB a época do II Governo Maranhão havia se digladiado com o citado político, inclusive, a greve de fome dos professores e de alguns “militontos”, foi largamente utilizada pela oposição.

Ao assumir o governo, Cássio fez uma espécie de pacto com a Reitora, a qual, ele mesmo havia conseguido eleger, Marlene Alves obteve trânsito livre dentro do governo tucano, verbas e tapinhas nas costas não lhe faltaram, ao ponto de acontecer algo há alguns anos inimaginável, a renumeração da UEPB ultrapassou o de qualquer Universidade Federal, além do mais, novos cursos e extensões foram abertas, sem contar o investimento na aquisição de livros e computadores.

Apesar da dobradinha Marlene-Cássio ainda ter mantido uma relação clientelística como o poder político, sejamos justos, esta Universidade ganhou novos ares e indiscutivelmente cresceu.

O problema é que a brusca mudança no cenário político estadual acabou por afetar diretamente aquela Instituição de Ensino, talvez como vingança, talvez por ignorância, ou ainda pelos dois juntos, o novo governador surrupiou mais de R$ 16 milhões dos recursos destinados a UEPB.

Com o súbito “confisco” das receitas destinadas a Universidade Estadual da Paraíba, os projetos de ampliação e melhoramento da estrutura física do Campus em Bodocongó vão paralisar de vez! Pior ainda, o quadro de professores efetivos que vinha passando por atualizações, também vai ficar restrito a contratação dos “famosos” substitutos. Em suma, as melhorias que bem ou mal vinham ganhando corpo agora serão engessadas.

O que mais nos impressiona neste caso é a habilidade política do governador biônico, se o Zé já não fazia muito sucesso entre os eleitores na faixa etária de 18 à 30 anos, com estas medidas sua popularidade ainda vai ser mais maculada. Obrigado Zé, a oposição agradece!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

A Impotência de Ciço


No artigo http://politiqueironaparaiba.blogspot.com/2009/01/previses-para-2010.html já havia me reportado sobre as disputas que se corporificam para o ano vindouro. Nesta ocasião, vou dirigir as analises para a discussão que ganha vulto na politicagem estadual, a flácida candidatura de Cícero Lucena.

Desde já, quero deixar claro que não tenho a mínima simpatia pelo candidato, e muito menos acredito na sua inocência no caso da Confraria, porém, alguns pontos não podem deixar de ser elencados.

Ao começar pela votação obtida em 2006, rumo ao Senado o confrareiro pessoense obteve mais de 795 mil sufrágios, só como parâmetro, conquistou praticamente a mesma votação que José Maranhão para o mesmo cargo em 2002.

Se retrocedermos na linha do tempo, veremos que na disputa em direção a reeleição a PMJP, Lucena obtivera mais de 70% dos votos validados naquele pleito. Opa! Espera aí! Então quer dizer que Cícero em 2000 teve em porcentagem a mesma votação de Coutinho em 2008? A Resposta é: SIM!

Parido na tradicionalíssima família Lucena, tendo como ícone maior o ex-presidente do Senado e atual defunto, Humberto Lucena, Ciço é de uma prole rica, tanto é que ganhou espaço por meio de uma espécie de “sindicato patronal”, quando foi representante dos construtores de João Pessoa na Sinduscom, mais que isso, não é só das empreiteiras que vem a fortuna do clã Lucena, o pretenso governável tem uma rede de Postos de Gasolina, possuindo filiais em todo o estado, e ainda usufrui de dezenas de prédios comerciais locados.

Isso é a parte “contabilizada” da fortuna agregada ao presidente estadual do PSDB, outros milhões são apontados pelo Ministério Público como literalmente surrupiados do erário público, no famoso caso da Operação Confraria. Na citada investigação se encontrou mais de uma dezena de obras já realizadas, as quais foram licitadas novamente, acrescido a este pequeno detalhe, vem uma enxurrada de graves denúncias, cujas acusações, até hoje não foram nem se quer mal explicadas pelo Senador paraibano.

Portanto, recurso para campanha é o que não lhe faltará, mesmo porque, vinculada a candidatura de Cícero vem a pulsante pretensão de Serra ao Palácio do Planalto, intento o qual não pára de subir nas pesquisas, fato que anima as lideranças tucanas pelo Brasil afora...

Para completar o “lado promissor” da campanha do líder estadual peessedebista, vem o apoio rejuvenescedor de Cássio Cunha Lima, empurrão que pode vir a funcionar como uma espécie de Viagra para as ambições social-democratas em nosso estado. A dobradinha Cássio-Cícero deu certo em 2006, um maldito jingle musicado pelo cantor campinense Capilé, com um refrão repetitivo virou hino de criança a idoso no ninho tucano.

Se a sua esquerda está a cambaleada candidatura de Ricardo Coutinho, que não consegue costurar alianças em torno de seu nome, e a direita bóia a pretensão de José Maranhão em se manter a todo custo no poder, sem dar sinais que vai conseguir mostrar o tão falado “choque administrativo”. Lucena, aparentemente finca um espaço em meio ao fogo cruzado na Capital, enquanto ricardistas e maranhistas vão trocando farpas, o bloco tucano com imensa dificuldade começa a se enrijecer...

Apesar desses pontos favoráveis a “Turma da Confraria”, não acredito numa vitória tucana para o Governo Estadual, continuo a crer que a cassação amoleceu as lideranças cassistas, afrouxamento o qual não será contornado há tempo. Mas também que fique claro: Cícero não é nenhum “pato morto” como andam apontando por aí. Pode e vai dividir os sufrágios na Grande João Pessoa, e conta com uma máquina ereta no interior do estado.

Como toda candidatura, a pretensão de Cícero Lucena tem prós e contras, nesta balança eleitoral, o lado negativo é maior, o PSDB pessoense vem de duas bordoadas colossais, as vitórias socialistas em 2004 e 2008 foram indiscutíveis, boa parte da base tucana se desfez nesta seqüência de derrotas.

E por falar nos últimos pleitos municipais, Ciço se mostrou impotente frente aos avanços contínuos do bloco PSB/PMDB, perdeu terreno e atualmente não tem as mínimas condições de resgatar os votos “foragidos”, a virilidade eleitoral do político-empresário-confrareiro-Senador Lucena está tão saudável quanto o fígado de Ronaldo Cunha Lima.